O presidente das Olimpíadas Especiais Brasil (Special Olympics Brasil), Douglas Carvalho Pereira, foi eleito como um dos representantes do Conselho Regional de Líderes da Special Olympics Latin America (SOLA). O pleito ocorreu durante o Encontro Regional de Líderes, realizado em outubro, no Panamá, que reuniu presidentes e diretores executivos de 20 países sob o tema “Liderando o Legado – Juntos Transformando o Amanhã”.
Composto por seis presidentes de programas credenciados e com mandato de três anos, o Conselho atua no assessoramento estratégico e na formulação de diretrizes para a região. Em uma votação que contou com dez candidaturas registradas, o Brasil conquistou uma das vagas ao lado das lideranças de Chile, Equador, Paraguai, Peru e Porto Rico para o triênio 2027–2030.
Segundo Douglas Carvalho Pereira, a eleição representa um marco para o programa nacional. “A escolha do Brasil reflete o reconhecimento internacional do trabalho sério e consistente que temos construído no país, evidenciado pelo crescimento contínuo do número de atletas, competições e expansão dos nossos projetos de inclusão”, afirmou o presidente. Ele reforçou ainda que a posição traz o compromisso de estreitar laços regionais: “Temos uma responsabilidade expressiva no continente e nossa missão é fomentar a colaboração mútua entre os programas, compartilhar soluções e garantir a execução sólida do Plano de Legado 2027–2030.”
A atuação do novo conselho será decisiva para orientar a implementação das metas estratégicas da organização até o final da década, ampliando o impacto social e esportivo para milhares de atletas em toda a América Latina. De acordo com o dirigente, o desafio é expressivo, mas viabilizado pelo engajamento coletivo de toda a comunidade da Special Olympics Latin America na construção diária do movimento.
SOBRE OLIMPÍADAS ESPECIAIS BRASIL
Projeto global sem fins lucrativos, a Special Olympics é um movimento mundial centrado no desporto, fundado em 1968 por Eunice Kennedy Shriver – irmã do 35° presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Trata-se de uma organização internacional criada para apoiar pessoas com deficiência intelectual a desenvolverem a sua autoconfiança, capacidades de relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte.
Acreditada pela Special Olympics International, as Olimpíadas Especiais Brasil atuam nas seguintes modalidades esportivas: atletismo, águas abertas, basquete, bocha, ciclismo, futebol, natação, handebol, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia e judô; além dos Programas: Atleta Líder, Escolas Unificadas, Atletas Saudáveis, Atletas Jovens, MATP (Programa de Treinamento em Atividade Motora) e Famílias. Tendo o país quase 6 milhões de pessoas com deficiência intelectual, as Olimpíadas Especiais Brasil possuem 44 mil atletas treinando.
Filosofia
A Special Olympics tem como filosofia dar oportunidade a todos os atletas, independente do nível de habilidade, promovendo diversas competições, nas mais diferentes regiões do mundo, durante todo o ano. O programa é conduzido por voluntários e, por meio de treinamentos esportivos e competições de qualidade, melhora a vida das pessoas com deficiência intelectual e, consequentemente, a vida de todas as pessoas que as cercam.
Embaixadores
A Special Olympics conta, em nível local e global, com uma série de embaixadores que vestem a camisa do movimento e ajudam a levar adiante a causa. No Brasil, as OEB dispõem de nomes como os jogadores de futebol Cafu, Ricardinho, Romário, Zico, Lucas Moura e Willian Bigode e a jogadora de vôlei Jackie Silva. No mundo, além de nomes importantes do esporte, com destaque para Michael Phelps, há artistas como Avril Lavigne, Brooklyn Decker Roddick, Charles Melton, Eddie Barbanell, Maureen McCormick, Chris Pratt e Katherine Schwarzenegger.
