A Revista Timeline, fundada por Allan dos Santos e Luís Ernesto Lacombe, foi tirada do ar esta semana nas plataformas no X (antigo Twitter), Instagram e YouTube, por determinação do STF. O programa – uma espécie de podcast – está no ar desde outubro de 2024, trazendo conteúdos com um viés conservador e crítico à grande mídia.
O projeto digital contava com análises políticas e sociais e era veiculado principalmente por meio de suas redes sociais e de um site próprio. A informação e de Tácio Lorran, do Metrópoles.
Luís Ernesto Lacombe disse que a ordem para o bloqueio partiu do Supremo, sem que ele ou os demais responsáveis pelo veículo tivessem sido notificados previamente. Em um vídeo divulgado após a decisão, o jornalista classificou a medida como um ato de censura e afirmou que não recebeu qualquer explicação oficial sobre o motivo da ação. O STF, por sua vez, confirmou a existência da decisão, mas declarou que o caso corre sob sigilo, impedindo a divulgação de mais detalhes.
Apesar do bloqueio das redes sociais, o site da Revista Timeline continua no ar. O advogado de Lacombe, André Marsiglia, criticou duramente a decisão, afirmando que, segundo a lei, todas as partes devem ser notificadas antes de sofrerem qualquer sanção.