Jair Bolsonaro (PL) deverá prestar depoimento à Polícia Federal na próxima quinta-feira, 5 de junho, no âmbito do inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra instituições brasileiras, incluindo a corte.
Autor do pedido de investigação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Eduardo pode ter cometido crimes ao atuar, nos Estados Unidos, junto a autoridades estrangeiras, contra “integrantes do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal”.
O chefe da Procuradoria mencionou a ofensiva do parlamentar para que a administração Donald Trump aplique sanções contra o próprio Moraes.
Os crimes sob apuração da PF são o de coação, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado democrático de Direito.
Candidatura
Eduardo Bolsonaro se manifestou pela primeira vez sobre uma possível candidatura à presidência em 2026. Ele também abordou a chance de sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entrarem na disputa pelo cargo.
Em entrevista à revista Veja, o deputado declarou que aceitaria a missão de concorrer ao Planalto caso fosse uma solicitação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo mencionou sua aparição em algumas pesquisas de intenção de voto, mas ressaltou que, em uma “democracia normal”, o candidato natural deveria ser Jair Bolsonaro, considerando sua liderança em diversos levantamentos.

