Milhares de ex-funcionários das Casas Bahia podem ter uma longa espera pela frente para receber as verbas rescisórias. Cerca de 3 mil trabalhadores foram demitidos poucos dias antes de o grupo entrar com pedido de recuperação judicial e acabaram incluídos na lista de credores da empresa.
Na prática, quem deixou a rede sem receber a rescisão agora terá de aguardar os desdobramentos da recuperação judicial e as regras que serão estabelecidas para o pagamento das dívidas trabalhistas. Segundo informações do g1, os valores devidos aos demitidos ficaram congelados após o pedido apresentado pela varejista.
O problema também atinge trabalhadores na Paraíba, onde as Casas Bahia chegaram a ter, no auge de sua expansão, cerca de 15 lojas entre João Pessoa e municípios do interior. A empresa não informa quantos empregados mantinha especificamente no estado nem quantos paraibanos foram atingidos pela última rodada de demissões.
Além da espera pelas verbas rescisórias, ex-funcionários relatam dificuldades para acessar direitos como o FGTS e o seguro-desemprego. O cenário aumenta a preocupação de trabalhadores que perderam simultaneamente o emprego e a possibilidade de contar imediatamente com os recursos normalmente pagos no encerramento do contrato.
A crise ganhou dimensão nacional. Antes de recorrer à recuperação judicial, o grupo fechou mais de 290 lojas e dispensou aproximadamente 3 mil trabalhadores. Agora, parte desses ex-funcionários passa a acompanhar o processo como credora, sem perspectiva de receber as verbas rescisórias tão cedo.

