João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
PF faz busca na casa de Cláudio Castro em operação contra grupo bilionário de combustíveis
15/05/2026 08:22
Redação ON Reprodução

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tornou-se alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (15), para investigar um suposto esquema de ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e evasão de recursos ao exterior envolvendo o grupo Refit, conglomerado do setor de combustíveis.

Agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Até o momento, a defesa do ex-governador não se pronunciou. O espaço segue aberto para manifestação.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e inclui o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Entre os alvos está também o desembargador Guaraci de Campos Vianna, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio. Ele já havia sido afastado das funções pela Corregedoria Nacional de Justiça em março deste ano, sob suspeita de conceder decisões consideradas favoráveis e “absurdas” em benefício da antiga Refinaria de Manguinhos, atualmente chamada Refit.

A Justiça ainda determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. O empresário Ricardo Magro, controlador da Refit, teve inclusão solicitada na Difusão Vermelha da Interpol. A defesa dele e do grupo empresarial ainda não se manifestaram.

Segundo a Receita Federal, o Grupo Refit é apontado como o maior devedor contumaz de tributos do país, acumulando dívidas superiores a R$ 26 bilhões. As investigações envolvem suspeitas de fraudes bilionárias, sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

Cláudio Castro também enfrenta problemas na esfera eleitoral. Em março deste ano, ele foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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