quinta-feira, 23 de julho de 2026
Pesquisadores da UEPB que desenvolveram método para identificar metanol em bebida se reúnem com Procon-CG
04/05/2026 14:21
Ascom/UEPB Ascom/UEPB

Pesquisadores( do Laboratório de Instrumentação Industrial da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), que desenvolveram a tecnologia para identificar metanol em bebidas alcoólicas destiladas, estiveram reunidos, na manhã desta quinta-feira (30), com a equipe do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PB) de Campina Grande.

A reunião, que aconteceu na Pró-reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PRPGP), no Câmpus I, foi acompanhada pela pró-reitora Nadja Oliveira; pelo professor Railson de Oliveira Ramos, coordenador do Laboratório de Instrumentação Industrial; pelo professor José Felix de Brito, pesquisador envolvido; e pelo presidente do Procon-PB, Félix Araújo Neto, entre outros integrantes do Programa.

Durante o encontro, foram tratadas parcerias entre a UEPB, a Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties PB) e o Procon Municipal, com foco em ações coordenadas de combate à adulteração de metanol, treinamentos, distribuição e implementação de kits colorimétricos. Além disso, ainda foi delineado um planejamento para ações futuras, como o combate à adulteração de combustíveis.

Segundo Railson Oliveira, o protocolo de testagem do material envolve dois níveis de análise e as amostras contaminadas são enviadas para os laboratórios da UEPB ou para o Instituto de Polícia Científica (IPC), para verificação de referência em cromatografia gasosa. A fiscalização dessas bebidas torna-se especialmente importante durante o período de festejos juninos.

“Essa ação geral junto ao Procon pretende ser implementada nas principais cidades da Paraíba, onde há movimentação cultural do São João, incluindo Campina Grande, Cajazeiras, Sousa, Patos, Santa Rita e João Pessoa, que têm uma atividade cultural mais intensa durante o período do São João”, informou o professor.

Como funciona
A pesquisa, que teve amplo destaque em 2025, devido aos inúmeros casos de contaminação de pessoas por metanol em bebidas alcoólicas no Brasil, foi desenvolvida pelo Departamento de Química, através do Programa de Pós-graduação em Química (PPGQ).

Por meio dela, tornou-se possível detectar metanol em bebidas, de forma rápida e até mesmo com a garrafa lacrada, com a utilização de radiação (luz) infravermelha, que identifica de imediato substâncias estranhas à composição original da bebida. O sistema ganhou ampla repercussão nacional.

Com este sistema, quando a luz incide sobre a bebida, as moléculas presentes nela são alteradas nas frequências de vibração, sendo cada tipo de molécula alterada de forma distinta. Em seguida, um software trata os dados obtidos e um display indica se há ou não a presença de compostos adulterantes, como metanol, água adicionada ou até etanol veicular.

Já os canudos sustentáveis – que mudam de cor em contato com a bebida adulterada – estão sendo produzidos na Fundação Parque Tecnológico de Campina Grande (PacTcPB) e, segundo os pesquisadores, com todo cuidado e segurança para evitar contaminação.

A pesquisa vem sendo coordenada pelo professor David Douglas Fernandes, vinculado ao PPGQ, em colaboração com os professores Railson de Oliveira Ramos, Germano Veras, também do PPGQ, e José Felix Brito, do Programa de Pós-graduação em Ciências Agrárias (PPGCA), com a participação das pesquisadoras Conceição Menezes, Simone Simões e Sara Regina. Destacam-se ainda o mestrando, Marcelo Bento, e as estudantes de graduação Ana Livia e Lara Eduarda, que compõem a frente de trabalho da química nesse projeto.

Os pesquisadores ressaltam a participação da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ PB) e da SECTIES, que fomentam o projeto de pesquisa, disponibilizam recursos para pagamento de bolsas aos pesquisadores e têm auxiliado na implementação de recursos.

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