O Homem no Espaço: Viagem de volta começa após passagem histórica pelo lado oculto da lua
07/04/2026 08:20
Redação ON Reprodução

A missão Artemis II entrou em uma nova fase nesta segunda-feira ao concluir o sobrevoo pela Lua e iniciar a viagem de volta à Terra. Após dias de expectativa, os quatro astronautas encerraram as observações do satélite natural, incluindo a passagem pelo chamado lado oculto, e agora seguem no trajeto de retorno a bordo da nave Orion.

Durante cerca de 40 minutos, a tripulação ficou completamente sem comunicação com a Terra. Esse período, já previsto pela NASA, ocorre sempre que a espaçonave passa por trás da Lua, bloqueando os sinais de rádio. Foi nesse intervalo que os astronautas vivenciaram um dos momentos mais simbólicos da missão: o silêncio absoluto no espaço profundo, acompanhado pela visão do nascer e do pôr do sol no horizonte lunar.

Ao retomar o contato, a astronauta Christina Koch resumiu o espírito da missão com uma frase direta e humana: “sempre escolheremos a Terra, sempre escolheremos uns aos outros”.

A equipe — formada também por Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen — registrou imagens históricas do hemisfério que nunca é visto da Terra. A primeira foto divulgada mostra claramente a diferença entre as duas faces da Lua: de um lado, a região conhecida, marcada por manchas escuras formadas por antigos fluxos de lava; do outro, uma superfície mais uniforme e craterada, correspondente ao chamado lado oculto.

Apesar do nome, o “lado oculto” não é permanentemente escuro. Ele recebe luz solar normalmente. O que acontece é um fenômeno de sincronia: a Lua leva o mesmo tempo para girar em torno de si mesma e para dar uma volta ao redor da Terra. Por isso, vemos sempre a mesma face daqui do planeta.

A Lua completa esse ciclo em cerca de 27 dias e meio, mantendo o outro hemisfério permanentemente fora do nosso campo de visão. Foi justamente por essa região “invisível” que a Orion passou, permitindo um registro raro e detalhado.

Agora, com a fase mais crítica cumprida, a missão segue para o retorno. A viagem de volta ainda exige precisão e monitoramento constante, mas representa o último passo de uma jornada que recoloca a humanidade no caminho das grandes explorações lunares.

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