segunda-feira, 27 de julho de 2026
Nova postura no Congresso pode redefinir a relação com Executivo e STF
04/02/2025 05:21
Redação ON Reprodução
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Apesar do clima descontraído e das imagens de cordialidade no encontro nesta segunda-feira (3),  entre o presidente Lula, o senador Davi Alcolumbre e o deputado Hugo Motta, os bastidores da política sinalizam um movimento estratégico que pode redefinir a relação entre os poderes. Os recém-eleitos presidentes da Câmara e do Senado estariam, segundo apuração da CNN Brasil,  articulando uma mudança de postura para conter o que consideram uma aliança entre o Executivo e o Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo suas avaliações, tem enfraquecido o Congresso Nacional.

A articulação, que ganhou força nos últimos dias, busca garantir maior protagonismo ao Legislativo, especialmente em temas como o controle sobre as emendas parlamentares. Fontes próximas a Hugo Motta e Alcolumbre apontam que, ao longo da última legislatura, a falta de unidade entre os então presidentes Rodrigo Pacheco e Arthur Lira teria resultado em um espaço político maior para o Executivo e o STF na definição de questões centrais. Pacheco manteve uma postura mais conciliadora com Lula e o STF, enquanto Lira adotava um tom mais combativo, mas sem apoio uniforme no Congresso.

Agora, a estratégia parece ser diferente. Hugo Motta e Alcolumbre estariam dispostos a adotar um posicionamento mais firme em defesa dos interesses do Parlamento, buscando impedir avanços do Executivo e do Judiciário que consideram excessivos. O objetivo central seria reequilibrar as forças institucionais, garantindo que o Congresso não seja apenas um coadjuvante em decisões de grande impacto político e econômico. Essa mudança pode resultar em embates mais intensos entre os poderes nos próximos meses.

Embora o encontro de segunda-feira tenha sido marcado por gestos de civilidade e discursos de harmonia, nos bastidores, a leitura é de que Lula terá desafios para manter a mesma dinâmica de relacionamento que marcou sua relação com o Congresso nos últimos anos. Com um Legislativo mais coeso e disposto a se impor, o governo pode enfrentar maior resistência em pautas estratégicas, especialmente aquelas que envolvem o controle orçamentário e a atuação do STF em temas políticos e institucionais.

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