O Nordeste concentrava aproximadamente 19,82 milhões de consumidores negativados em setembro de 2026, segundo estimativa do SPC Brasil. O número corresponde a 44,77% da população adulta regional e representa o segundo maior contingente absoluto de inadimplentes do país, atrás apenas do Sudeste.
Na comparação com setembro de 2025, o número de consumidores inadimplentes na região cresceu 4,58%, a menor variação anual entre as cinco regiões brasileiras. Apesar do ritmo mais moderado, o indicador permaneceu em alta. Entre agosto e setembro, houve crescimento de 1,68%.
O número de dívidas de consumidores em atraso aumentou 10,40% em 12 meses, também a menor variação anual regional. No comparativo mensal, o indicador avançou 2,44%.
No segmento empresarial, o número de empresas inadimplentes no Nordeste cresceu 11,42% em setembro, em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado ficou abaixo da média nacional, de 13,24%.
Na comparação mensal, entre agosto e setembro, o indicador apresentou alta de 0,91%.
Já o número de dívidas empresariais em atraso aumentou 13,72% em 12 meses, abaixo da média brasileira de 15,35%. Na passagem de um mês para o outro, o avanço foi de 0,88%.
O cenário regional mostra crescimento dos indicadores de inadimplência entre consumidores e empresas, embora as variações anuais permaneçam abaixo das médias nacionais.
No caso das pessoas físicas, o Nordeste combina um contingente expressivo de consumidores negativados com os menores crescimentos anuais regionais no número de devedores e de dívidas. Entre as empresas, tanto a quantidade de negócios inadimplentes quanto o número de dívidas em atraso também avançaram.
Os dados do SPC Brasil permitem acompanhar a evolução da inadimplência empresarial e do endividamento dos consumidores na região, distinguindo o total de devedores do volume de dívidas registradas.
