quarta-feira, 22 de julho de 2026
No Maior São João do Mundo, a conta chegou com 9 anos de atraso
08/04/2025 15:30
Redação ON Reprodução

No mesmo momento em que o advogado Ricardo Bezerra ingressa com uma ação popular questionando as contratações artísticas para o São João de Campina Grande de 2025, uma decisão da Justiça da Paraíba resgata um episódio mal resolvido da festa de 2016: o Município, na época governado pelo prefeito Romero Rodrigues, foi condenado a pagar uma dívida com o cantor Jurandy Ferreira Gomes, o conhecido artista popular Jurandy da Feira, que se apresentou na edição daquele ano e ficou sem receber.

A decisão, assinada pelo juiz convocado Carlos Neves da Franca Neto, reconhece que, apesar da ausência de contrato formal, ficou comprovado que o artista prestou o serviço e que o Município se beneficiou da apresentação. Jurandy da Feira será indenizado em R$ 80 mil. A Justiça entendeu que houve enriquecimento ilícito por parte da Prefeitura e determinou o pagamento da dívida com juros e correção monetária, quase nove anos depois do show.

O episódio serve de alerta, especialmente no contexto atual. A nova ação popular, também movida por Ricardo Bezerra, denuncia supostas irregularidades na escolha dos artistas para o São João 2025. A petição pede explicações detalhadas sobre valores e critérios das contratações, sob suspeita de ausência de licitação e falta de transparência.

Bezerra tem histórico de atuação em causas semelhantes. Nos últimos anos, denunciou esquemas parecidos nos festejos de Patos e Santa Luzia. Agora, volta sua atenção para o “Maior São João do Mundo”, festa que movimenta milhões em verbas públicas e contratos com artistas nacionais.

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