sexta-feira, 10 de abril de 2026
Dia Internacional da Mulher: Museu de Arte Popular da Paraíba sedia neste domingo ato político-cultural alusivo
07/03/2026 06:50
Ascom/UEPB Ascom/UEPB

Neste domingo (8), às 14h, o Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), sedia um ato político-cultural alusivo ao Dia Internacional da Mulher. O evento acontece através da Frente de Mulheres de Campina Grande e do Comitê de Cultura da Paraíba, por meio da ONG Centrac, que integra o Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC) — iniciativa vinculada ao Ministério da Cultura do Governo Federal.

O tema abordado na oportunidade será “Mulher, não se cale! Lute! Basta de violência, feminicídio e transfeminicídio”. De acordo com Álex Andrade, que compõe a Comissão de Infraestrutura da Frente de Mulheres, a expectativa é reunir movimentos sociais, coletivos feministas, trabalhadoras do campo e da cidade, trabalhadoras domésticas, artistas e organizações da sociedade civil comprometidas com a equidade de gênero. A ocasião contará com falas de representantes das entidades, além de exibições culturais de Sambada Lunar, Kitket MC, Mana Star e Maracatu Baque Mulher CG.

Conforme Álex, sobretudo diante de números tão alarmantes — em 2025, por exemplo, o país registrou mais de 1.470 feminicídios, sendo 36 vítimas somente na Paraíba, o pior índice dos últimos anos — o 8 de Março não pode ser esquecido. “Enfrentar a violência é uma responsabilidade que cabe a todas as pessoas. É necessário chamar a sociedade a esse diálogo para que se compreenda a seriedade do problema, para que seja encarado com as devidas políticas públicas e a participação ativa da comunidade”, explicou.

Ela acrescentou como fundamental, também, destacar o direito à representatividade feminina. “As mulheres são mais de 50% da população. No entanto, somos ainda menos de 20% dos políticos eleitos no Brasil. E quem é que faz as leis que nos beneficiam? Urge mais mulheres nos representando e mais votos delas a nosso favor”, enfatizou.

O evento objetiva, igualmente, expor tópicos afins, a exemplo da valorização do trabalho e do fim da escala 6×1. Além disso, as organizações realizadoras do ato em Campina cobram a reativação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, inativo desde 2015, bem como a ampliação das ações e medidas voltadas à garantia de direitos e proteção das mulheres.

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