O diretor de televisão e novelas Dennis Carvalho morreu neste sábado, 28, aos 78 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, que divulgou nota de pesar e informou não ter autorização da família para revelar detalhes sobre a causa da morte.
Figura central na consolidação do padrão de qualidade da teledramaturgia brasileira, Dennis Carvalho esteve à frente de produções que marcaram gerações e ajudaram a definir o sucesso das novelas da TV Globo. Entre seus trabalhos mais emblemáticos estão Selva de Pedra (1972), Fera Ferida (1993) e Celebridade (2003), obras que atravessaram épocas e permaneceram como referências do gênero.
Nos últimos anos, o diretor enfrentava problemas de saúde. Em dezembro de 2023, chegou a ser hospitalizado após um quadro de septicemia, infecção generalizada que exigiu cuidados intensivos. Na ocasião, também apresentou embolia pulmonar e passou por cirurgia para implantação de um marca-passo.
Paulistano, nascido em 27 de setembro de 1947, Dennis iniciou a carreira artística ainda criança. Aos 11 anos, integrou o elenco da novela Oliver Twist, exibida pela antiga TV Paulista. Paralelamente, destacou-se como dublador, dando voz ao personagem cabo Rusty, do seriado Rin Tin Tin, sucesso entre o público infantil nas décadas de 1960 e 1970.
Antes de se consagrar como diretor, construiu sólida trajetória como ator. Atuou em diversas produções televisivas e no teatro, com passagem marcante pela TV Tupi, onde viveu o vilão da novela Ídolos de Pano, em 1974. A transição para os bastidores ocorreu de forma natural e acabou transformando Dennis em um dos nomes mais influentes da dramaturgia nacional.
Mesmo após assumir a direção, continuou aparecendo em cena em novelas como Brega & Chique (1987), Mico Preto (1990), O Mapa da Mina (1993), Pátria Minha (1994) e História de Amor (1995).
Ao longo de sua vida pessoal, foi casado com as atrizes Deborah Evelyn, Tássia Camargo e Christiane Torloni, mantendo sempre vínculos profundos com o universo artístico que ajudou a construir. Sua morte encerra um capítulo importante da televisão brasileira, especialmente de uma geração responsável por transformar a novela em um dos principais produtos culturais do país.