O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3), após a defesa reiterar o pedido para que o ex-presidente permanecesse em casa devido ao seu estado de saúde.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após tratamento de uma broncopneumonia bacteriana. O prazo inicial da medida, de 90 dias, havia se encerrado na semana passada.
Segundo a defesa, o ex-presidente voltou a apresentar crises de soluço nas últimas semanas, motivo pelo qual foram solicitados novos exames médicos. Durante o período de prisão domiciliar, ele cumpriu as condições impostas pelo STF, sem registros de descumprimento, conforme relatórios da Polícia Militar do Distrito Federal.
No mesmo período, a PMDF apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um de seus agentes de segurança. O caso resultou na abertura de um inquérito para apuração dos fatos.
Ao longo da medida, Bolsonaro recebeu visitas autorizadas de familiares, entre eles filhos e netos, com exceção de Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos. Também tiveram acesso à residência profissionais de saúde, prestadores de serviço, seguranças e funcionários. O ex-presidente vive com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e uma sobrinha.
As restrições impostas por Alexandre de Moraes permanecem em vigor. Bolsonaro continua proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros.
Desde o início da prisão domiciliar, o ex-presidente deixou a residência apenas uma vez, para realizar um procedimento no ombro, permanecendo internado por quatro dias antes de retornar ao cumprimento da medida.
Diferentemente do período em que esteve em prisão domiciliar em 2025, Bolsonaro não recebeu visitas de aliados políticos. A restrição foi mantida por Moraes com o argumento de preservar a saúde do ex-presidente e reduzir o risco de exposição a novas doenças.
