quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Moraes nega reunião na casa de Vorcaro e chama Metrópoles de “mentiroso”
27/01/2026 21:44
Redação ON Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes negou nesta terça-feira (27) qualquer participação em um encontro com o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que teria ocorrido no primeiro semestre de 2025, na residência do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A suposta reunião foi divulgada mais cedo pelo portal Metrópoles e teria relação com o processo de tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Segundo Moraes, o encontro nunca existiu.

Em nota oficial, o ministro reagiu de forma dura ao conteúdo publicado e classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”. Ele afirmou que a narrativa divulgada segue um padrão recorrente de ataques dirigidos a integrantes do Supremo Tribunal Federal e negou que tenha se reunido com o banqueiro ou com dirigentes do banco público nas circunstâncias descritas.

O nome de Moraes já havia aparecido anteriormente em outras notícias relacionadas ao Banco Master. No fim do ano passado, uma reportagem do jornal O Globo apontou que o ministro teria defendido a aprovação da operação de compra do banco durante conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, antes da decisão que determinou a liquidação da instituição.

À época, Moraes afirmou que os encontros trataram exclusivamente da Lei Magnitsky, aplicada contra ele pelo governo dos Estados Unidos, e negou qualquer interferência no processo que envolvia o banco.

Antes da liquidação, o escritório de advocacia Barci de Moraes, ligado à família do ministro, prestou serviços ao Banco Master. Em dezembro do ano passado, a investigação sobre a instituição financeira passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal.

Já em novembro de 2025, Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um esquema de concessão de créditos falsos no Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição pelo BRB.

Segundo as investigações, o volume de fraudes apurado pode chegar a R$ 17 bilhões.

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