A atual legislatura do Senado já soma 26 pedidos de impeachment contra ministros do STF. Alexandre de Moraes lidera a lista, com 13 requerimentos — o mais recente apresentado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após novas medidas judiciais contra o ex-presidente.
Moraes se tornou alvo preferencial da oposição por relatar inquéritos como o das Fake News, o do 8 de Janeiro e o da tentativa de golpe. Outros pedidos partiram de aliados de Bolsonaro, como Bia Kicis, Bibo Nunes e Marcel van Hattem. A Lei do Impeachment permite que cidadãos comuns também protocolizem denúncias.
Além de Moraes, Barroso já recebeu sete pedidos, seguido por Gilmar Mendes, Flávio Dino e Dias Toffoli, com números menores.
Apesar da pressão, nenhum pedido foi adiante. Isso porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem se recusado a pautar os processos. Segundo ele, “o impeachment de ministros não é solução” e causaria instabilidade no país.
Para que um processo avance, é preciso passar por várias etapas: parecer jurídico, análise de comissão especial e votação em plenário. Nunca um ministro do STF foi afastado dessa forma na história do Brasil.
Flávio Bolsonaro voltou a cobrar ação:
“A democracia chegou nesse ponto porque Moraes parece ter um seguro com qualquer presidente do Senado.”

