quarta-feira, 24 de junho de 2026
Moraes dá prazo à PGR para avaliar possível falta grave de Bolsonaro após apreensão de arma
24/06/2026 13:19
Redação ON Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz de trânsito realizada em Brasília na semana passada.

No despacho, Moraes solicitou que a PGR avalie se houve eventual cometimento de “falta grave” por parte de Bolsonaro. O ministro destacou que a legislação prevê que o reconhecimento de uma falta grave pode resultar na regressão do regime de cumprimento da pena, incluindo a revogação da prisão domiciliar.

Ao fundamentar a decisão, Moraes citou entendimento consolidado segundo o qual comete falta grave o condenado que possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outra pessoa.

O caso teve origem em uma abordagem policial realizada no dia 15 de junho, em Taguatinga, no Distrito Federal. O segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho conduzia um veículo oficial da Presidência da República quando os agentes identificaram uma pistola dentro do automóvel.

Segundo o relato policial, ao perceber que a arma havia sido notada, o militar teria fechado o vidro do veículo de forma repentina. A pistola foi apreendida e, inicialmente, Estácio informou possuir autorização para porte de arma por atuar junto ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Durante a verificação, porém, os policiais não encontraram registro da arma em nome do militar. Em seguida, Estácio afirmou que o equipamento pertencia a Jair Bolsonaro e que havia recebido a pistola poucas horas antes para realizar um reparo mecânico na peça.

Posteriormente, o GSI esclareceu que o segundo-sargento não integra o quadro de servidores do órgão, embora faça parte da equipe de assessores que acompanha o ex-presidente após o fim do mandato.

Nos esclarecimentos encaminhados ao STF, a defesa de Bolsonaro reconheceu que a arma é de propriedade do ex-presidente, mas alegou que o equipamento estava desativado. Em depoimento prestado nesta terça-feira (23), Bolsonaro reafirmou a mesma versão apresentada por seus advogados.

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