quinta-feira, 23 de julho de 2026
Miguel Lucena veste sua fantasia de Miguezim de Princesa e transforma a tornozeleira de Bolsonaro em poesia
23/11/2025 11:59
Redação ON Reprodução

O noticiário político deste fim de semana estava pesado, tenso e cheio de capítulos dramáticos — até que entrou em cena ele: Miguel Lucena, delegado aposentado, jornalista e colunista do Portal O Norte Online. Mas não o Miguel Lucena das crônicas diárias. Quem apareceu hoje foi o outro, o encantado, o artístico: Miguezim de Princesa.

Sim: quando o assunto pede poesia, Miguel Lucena mergulha na fantasia e se transforma em Miguezim de Princesa, seu personagem literário. O nome carrega a alma: Miguezim é filho da lendária Princesa Isabel, sertão da Paraíba, terra onde se brinca com a palavra como quem afina um violão.

E foi justamente como Miguezim — e não como o colunista — que ele resolveu comentar o episódio mais inusitado da prisão de Jair Bolsonaro: a história da tornozeleira eletrônica queimada, derretida, denunciada e substituída na madrugada.

Na poesia de Miguezim, a tornozeleira vira personagem de cordel moderno. Não é equipamento eletrônico: é “a coitada que tomou fogo na canela de madrugada”. Ele brinca com o “modus operandi” da fuga improvisada, com o calor aplicado no aparelho, com a fumaça que entregou tudo e com o Brasil, esse país tão criativo que até as tentativas de fuga exigem um extintor por perto.

O humor é típico de Princesa Isabel: inteligente, malicioso, certeiro, mas nunca desrespeitoso.

Miguezim não debocha da pessoa — ele ri do absurdo da situação, que já nasceu cômica por natureza. E, como sempre, entrega ao leitor uma poesia que não alivia o fato, mas alivia o peso de acompanhá-lo.

Enquanto Brasília discute, o Itamaraty reage, a Polícia Federal se movimenta e as redes sociais incendeiam, Miguel Lucena — ou melhor, Miguezim de Princesa — aparece com versos que sopram ar fresco sobre o noticiário.

No fim das contas, ele nos lembra que, se o Brasil insiste em virar um grande folhetim político, ao menos temos um poeta capaz de narrá-lo com graça.

E, neste capítulo específico, quem pegou fogo — literalmente — foi a tornozeleira.

Clique aqui e leia a poesia de Miguezim de Princesa.

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