Média de pesquisas expõe peso dos indecisos e mantém disputa aberta na Paraíba
25/04/2026 05:26
Redação ON Reprodução

A comparação entre duas das pesquisas mais recentes para o Governo da Paraíba em 2026 revela um cenário ainda longe de qualquer definição – e o motivo principal não está apenas nos candidatos, mas no tamanho do eleitorado que ainda não decidiu o voto.

De um lado, o levantamento do Instituto Seta, divulgado pelo Polêmica Paraíba no início do mês, com 1.500 entrevistas. Do outro, a pesquisa mais recente do Instituto Índice Inteligência, publicada pelo Blog do Márcio Rangel, com 2.400 eleitores.

Nos números estimulados do Seta, Cícero Lucena aparece com 29,7%, Lucas Ribeiro com 25,3% e Efraim Filho com 17,6%. O mesmo levantamento registra 16,5% de indecisos e 10,9% entre branco e nulo.

Já na pesquisa do Índice Inteligência, Cícero tem 32,5%, Lucas 20,3% e Efraim 13,4%. Embora o cenário estimulado reduza a indecisão, o próprio instituto mostra, no cenário espontâneo, que 53,3% dos eleitores ainda não sabem em quem votar, evidenciando um grau elevado de indefinição do eleitorado.

Média dos dois institutos

Para consolidar a leitura, O Norte Online aplicou uma média ponderada considerando o tamanho das amostras das duas pesquisas, totalizando 3.900 entrevistas.

O resultado combinado é o seguinte:

  • Cícero Lucena: 31,4%
  • Lucas Ribeiro: 22,3%
  • Efraim Filho: 14,9%

No caso dos indecisos, utilizando como base o dado objetivo do Seta (16,5%) e o indicativo estrutural de indecisão elevado do Índice – que ultrapassa 50% no cenário espontâneo -, a média ponderada aponta para um patamar mínimo consolidado na casa dos 30% do eleitorado ainda sem definição clara. E é exatamente esse ponto que muda a leitura da disputa.

Hoje, a soma dos três principais candidatos chega a aproximadamente 68,6%. Isso significa que há um contingente eleitoral grande o suficiente para alterar completamente o quadro – seja encurtando distâncias, seja promovendo mudanças de posição.

Na prática, o que os números mostram não é uma corrida com favorito definido, mas um cenário com três candidaturas viáveis e altamente dependentes do comportamento desse eleitor ainda em aberto.

A leitura mais objetiva é simples: nenhum dos nomes conseguiu, até aqui, capturar nem metade do eleitorado. E enquanto esse espaço continuar ocupado por indecisos, qualquer tentativa de cravar favoritismo será, no mínimo, precipitada.

Mais do que a fotografia do momento, a média das pesquisas revela um filme ainda em andamento – com roteiro longe de estar fechado.

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