Um paraibano influente em Brasília é o marido da ministra “bonita” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lindbergh Farias, o deputado federal petista mais votado no Rio de Janeiro, casado com Gleisi Hoffmann, que assumiu esta semana como ministra da Secretaria de Relações Institucionais, coleciona uma série de tretas ao longo da sua carreira política.
De sopapos trocados durante protestos, passando por escândalo de improbidade administrativa, briga com o ex-governador Cássio Cunha Lima e confusão na Micaroa, antigo carnaval fora de época de João Pessoa, Lindbergh Farias, o ex-líder cara pintada que ajudou a derrubar o presidente Fernando Collor de Mello, é colecionador de confusões.
Lindbergh e Gleisi se meteram em confusão na saída de um restaurante após serem xingados por outro casal. A treta teve direito a gravação de vídeo, xingamento. Ele também se meteu num empurra-empurra durante o protesto e acabou chutando um jovem.
O marido da ministra “bonita” de Lula não leva desaforo para casa e também já bateu boca com Eduardo Bolsonaro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Um dos embates ocorreu na sessão de 44 anos de fundação do PT, em março do ano passado. “44 anos de corrupção, parabéns”, disse Eduardo. Lindbergh devolveu: “E o ladrão de jóias?”. E foi para as redes sociais: “Bananinha e uma turma de fascistas queiseram lacrar em sessão solene em homenagem aos 44 anos do PT e nós botamos eles para correr. Aqui não!”. Os dois foram apartados por outros deputados da turma congressista do deixa disso.
Tretas com Cássio
O clima esquentou entre os paraibanos Lindbergh Farias e Cássio Cunha Lima em 2016, quando os dois eram, então, senadores. Os dois trocaram farpas ao vivo. Defendendo as gestões petistas, o paraibano de João Pessoa comparou: “Sabem quantas operações da PF houve no governo FHC? Foram 48. Seis por ano. Era um escândalo. Hoje são mais de 250 por ano. Olhem a comparação!” O campinense rebateu com acidez: “Não havia uma organização criminosa no comando do Brasil, senador”. Lindberg não deixou por menos: “Tucano não gosta de investigação”.
No ano anterior, os dois já haviam se digladiaram no Senado no período do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Lindbergh Farias afirmou que ela foi vítima de um golpe, enquanto Cássio afirmou que a sociedade estava se movimentando diante da “inércia” e “omissão” do governo.
Em outra ocasião, Cássio Cunha Lima usava a palavra acusando os governos petistas de “roubo” quando Lindbergh Farias o interrompeu. E Cássio disparou: “Você só consegue ser educado quando lhe convém”. A treta seguiu até ser interrompida pelo presidente da comissão que botou ordem na casa e garantiu a palavra a Cássio, afirmando que Lindbergh precisava respeitar a fala do outro senador e escutar.
Improbidades
Enquanto prefeito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Lindbergh Farias entrou num enrosco ao ser acusado de improbidade administrativa por conta de uma licitação para promover obras da rede municipal de ensino. O Ministério Público entrou com uma ação apontando fraude na licitação. O caso seguiu com condenação de Lindbergh Farias a perda de direitos políticos e multa de R$ 640 mil.
Em outra ação de improbidade administrativa, Lindbergh Farias foi condenado por ter permitido, quando era ainda prefeito de Nova Iguaçu, o uso promocional de sua imagem, fato ocorrido em dezembro de 2007 e no primeiro semestre de 2008, quando concorria à reeleição. Ele era acusado de distribuir caixas de leite e cadernetas de controle de distribuição com o logotipo criado para o seu governo como prefeito do município fluminense impresso no material.
O Ministério Público também moveu uma ação contra o paraibano por um suposto acordo político com o ex-vereador José Agostinho de Souza. Entre janeiro de 2005 e abril de 2007, várias pessoas da família de Agostinho foram nomeadas para cargos na Prefeitura de Nova Iguaçu em troca de apoio político na Câmara Municipal.
Lindbergh Vieira recorreu em todas ações e se disse inocente das acusações. Ele também apontou ser vítima de perseguição política.
A última
A última confusão ocorreu entre Lindbergh Farias e o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) como resultado das declarações do goiano sobre a fala do presidente Lula de que escolheu Gleisi Hoffmann para o ministério por ela ser bonita. O parlamentar de Goiás baixou o nível ao afirmar que a escolha foi como um “cafetão oferece sua funcionária em negociação entre gangues”.
E disparou na rede social X para Lindbergh: “Vai mesmo aceitar o seu chefe oferecer sua esposa para o Hugo Motta e o Alcolumbre (presidentes da Câmara e do Senado) como um cafetão oferece uma GP (garota de programa? Sua esposa sendo humilhada pelo seu chefe e você vai ficar calado?”.
Lindbergh Farias partiu para o contra-ataque sem arrodeios. Chamou Gayer de: “Vagabundo, canalha, assassino”. “Não vale gastar mais do que isso com tipos como você”.
Marido da “bonita” de Lula é um paraibano do barulho
16/03/2025
05:28
Redação ON
Reprodução
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