Aquele rancho do advogado Willer Tomaz, onde o senador paraibano Efraim Filho apareceu numa fotografia com outros políticos na piscina, voltou ao noticiário. Desta vez, o motivo não é a confraternização: o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio judicial da propriedade, localizada em Planaltina, em Goiás, próxima ao Distrito Federal.
A indisponibilidade foi averbada na terça-feira (27). Há um detalhe que chama atenção: a propriedade estava com escritura pendente desde 9 de outubro, dez dias antes de vir a público a informação de que o advogado teria deixado o país. Os trâmites da escritura estão sob sigilo.
O rancho era frequentado por autoridades. No feriado de Tiradentes de 2023, recebeu uma reunião articulada por um grupo de WhatsApp de nome sugestivo: “Grupo Seleto”.
Foi nesse encontro que Efraim apareceu na piscina ao lado de Arthur Lira, Alexandre Ramagem, Juscelino Filho, Elmar Nascimento, Paulo Azi e Weverton Rocha. A fotografia foi encontrada pela Polícia Federal no celular de Weverton.
O registro documenta a convivência social com o anfitrião; não demonstra participação de Efraim ou dos demais convidados nas supostas irregularidades investigadas. Politicamente, porém, a fotografia ganha nova repercussão com o bloqueio do patrimônio do advogado.
O imóvel pertence à WT Administração, que tem Willer e a irmã, Christiane Tomaz, como sócios. Segundo a coluna Amado Mundo, a empresa também está envolvida na compra de uma mansão em Angra dos Reis e na aquisição de uma empresa de táxi aéreo em Brasília.
A decisão de Moraes vai além do endereço das festas: alcança até R$ 6 bilhões em bens do advogado.
Willer é investigado por suposto envolvimento em fraudes relacionadas a aposentadorias e pensões do INSS e nega participação nas irregularidades.
O “Grupo Seleto” deixou uma fotografia para a posteridade. O endereço da confraternização, agora, tem também uma ordem judicial nas matrículas.

