João Pessoa, quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Justiça nega pedido de prisão domiciliar humanitária ao ator paraibano José Dumont 
17/09/2026 16:12
Redação ON Reprodução

O ator paraibano José Dumont, de 76 anos, teve negado o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado por sua defesa à Justiça do Rio de Janeiro. O artista cumpre pena de 10 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado após ser condenado pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil.

A defesa pediu a transferência para casa alegando que o quadro clínico e a idade avançada justificariam a medida. As informações são da coluna Ancelmo Gois, no jornal O Globo.

 A Justiça determinou uma avaliação médica oficial, que considerou regular o estado geral de saúde de Dumont.

Conforme o laudo, ele é acompanhado no ambulatório prisional por hipotireoidismo, hipertensão arterial e distúrbios do sono, e usa levotiroxina.

O ator José Dumont foi preso em sua residência no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em março de 2026 (após condenação definitiva), e anteriormente, em setembro de 2022 (em flagrante).

O caso teve origem em 2022, quando, segundo as investigações, Dumont levou para o interior de seu apartamento um menino de 11 anos, filho de uma ambulante que vendia alimentos na porta do prédio.

Moradores denunciaram a situação à polícia e relataram que a criança teria ido ao imóvel em outras ocasiões.

O ator foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em decisão definitiva, após trânsito em julgado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Quem é

Ator de cinema e televisão, Dumont despontou no filme O homem que virou suco (1980) de João Batista de Andrade, prêmio de melhor ator nos festivais de Gramado e Brasília. Nasceu em Belém, interior da Paraíba, em 1959, passou pelo Exército e pela Marinha Mercante, e em 1975, mudou-se para São Paulo. Depois de estabelecido, começaram as oportunidades como ator, em filmes como Morte e vida severina (1977), de Zelito Viana, e Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977), de Hector Babenco. 

Na televisão, possui larga participação em novelas e minisséries de sucesso de público, com destaque para as minisséries Morte e vida Severina (1981), dirigido por Walter Avancini e com parte do elenco do filme; Lampião e Maria Bonita (1981), de Aguinaldo Silva e Doc Comparato, e nas novelas Pantanal (1990), de Benedito Ruy Barbosa, e América (2005), de Glória Perez. Vencedor do candango de melhor ator no Festival de Brasília em quatro ocasiões: O último raio do sol (categoria curta-metragem); Kenoma; A hora da estrela; e O homem que virou suco.

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