A seleção do Japão garantiu sua classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo após arrancar um empate diante da Suécia. Com o resultado, a equipe asiática confirmou a vice-liderança do Grupo F, ficando atrás apenas da Holanda, que avançou como líder da chave. Agora, o caminho dos samurais azuis cruza com o da Seleção Brasileira no primeiro desafio do mata-mata. O aguardado confronto decisivo entre Brasil e Japão acontecerá na próxima segunda-feira, às 14h (horário de Brasília).
A campanha japonesa na primeira fase foi marcada pela consistência tática e pelo alto poder de superação. Integrante de um grupo equilibrado ao lado de Holanda, Suécia e do quarto componente da chave, o Japão soube administrar os momentos de pressão. A classificação na segunda colocação do Grupo F referenda o amadurecimento de uma geração que atua majoritariamente no futebol europeu e que chega credenciada para tentar surpreender novamente um gigante do futebol mundial.
Historicamente, o confronto entre brasileiros e japoneses aponta para uma ampla soberania verde-amarela. Ao longo das décadas, as seleções principais se enfrentaram em 14 ocasiões, com 10 vitórias do Brasil, 2 empates e apenas duas vitórias do Japão. Curiosamente, o primeiro triunfo japonês na história aconteceu há trinta anos, em um amistoso em 1996, pelo placar de 3 a 2. No retrospecto geral, o Brasil sempre teve amplo favoritismo, mas os asiáticos deixaram claro nos últimos anos que encurtaram drasticamente a distância técnica.
O fantasma do último amistoso em 2025
O maior sinal de alerta para o técnico Carlo Ancelotti e seus comandados não vem do passado distante, mas sim do último trimestre do ano passado. Em um amistoso internacional realizado no dia 14 de outubro de 2025, em Tóquio, o Brasil viveu um verdadeiro pesadelo tático contra os japoneses. A Seleção Brasileira começou avassaladora e abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli.
Contudo, na etapa final, o Japão promoveu uma virada espetacular por 3 a 2, com gols de Minamino, Nakamura e Ueda em um intervalo de menos de vinte minutos. A pane sofrida naquele dia serve de lição primordial para o duelo de segunda-feira: o Japão atual tem velocidade, disciplina e frieza para punir qualquer distração do Brasil no mata-mata da Copa.
