A Diocese de Campina Grande celebrou, na noite desta quinta-feira, 21 de maio, a ordenação de cinco novos Diáconos Permanentes durante uma solene Celebração Eucarística realizada na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição. A Santa Missa foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano, e reuniu centenas de fiéis em um momento marcado pela oração, emoção e espírito de comunhão.
Receberam a ordenação os senhores Josihelio Albuquerque Diniz, Carlos Miguel dos Santos, Wellington Eugênio de Souza, Auri Gomes Pedrosa e Antônio Rodrigues da Silva. Diante da Igreja reunida, os novos diáconos assumiram publicamente o compromisso de servir ao povo de Deus através do ministério da Palavra, da caridade e do altar, colocando suas vidas à disposição da missão evangelizadora da Diocese.
O rito de ordenação foi acompanhado com emoção pelos familiares, amigos e comunidades dos novos diáconos.
A celebração contou ainda com a presença do clero diocesano, diáconos, seminaristas, religiosos e representantes das paróquias onde os ordenados desenvolvem sua caminhada pastoral.
Em sua pregação, Dom Dulcênio destacou a origem e a missão do diaconato na Igreja.
Inspirado nos Atos dos Apóstolos, o bispo recordou a escolha dos sete homens “repletos do Espírito Santo”, chamados para servir à comunidade cristã. Segundo ele, o ministério diaconal nasce do serviço, da caridade e da colaboração com a missão dos Apóstolos.
“Na primeira leitura, em Atos dos Apóstolos, vemos que se dispuseram a escolher sete homens repletos do Espírito Santo. […] Então pediram à comunidade que instituísse sete discípulos para cuidarem dessas tarefas, enquanto os Doze se ocupavam da “oração” e do “ministério da Palavra”. Os homens a serem escolhidos deviam ser “homens de boa reputação, repletos do Espírito e de sabedoria” (At 6,3), bem como cheios “de fé e do Espírito Santo” (At 6,5)”, trouxe.
Ao explicar o papel dos diáconos na Igreja primitiva, o bispo afirmou que o ministério vai além do auxílio litúrgico. Citando Estêvão e Filipe, ele mostrou que os diáconos também assumiam a missão de anunciar o Evangelho e fortalecer a vida da comunidade cristã.
“Quando eu disse que as funções dos diáconos na Igreja não estão claras no Novo Testamento, é porque, por exemplo, as narrativas sobre Estêvão e Filipe no Atos os mostram no ato de pregar ou batizar, como faziam os apóstolos; é possível que essas funções também fossem parte das tarefas do diácono. Já que, antes de mais nada, “diácono” significa “aquele que serve à mesa”, talvez se possa pensar que, originalmente, o diácono assistisse o epíscopo no rito da Eucaristia”, pregou.
O bispo recordou que o Espírito Santo é quem fortalece a Igreja e transforma os discípulos em testemunhas corajosas da fé. Aos candidatos ao diaconato, o bispo pediu confiança na ação de Deus e entrega total à missão que assumem na Igreja.
“Pentecostes é a plenitude de Cristo Encarnado. A vocês que abraçam hoje o Ministério do diaconato não tenham medo. Deixem de lado dúvidas e perturbações, para renderem à força dos fatos. Reconheçam o Espírito Santo como realizador do impossível, o portador de uma força inconfundível que transmuda as almas. […] Com esta fé, que crê que bastará deixar-se tomar, é que devemos receber o Espírito Santo, que devemos rezar a Ele”, disse.
Ao concluir, o prelado destacou que o Sacramento da Ordem une os diáconos a Cristo Servo de forma permanente. Ele lembrou que a missão diaconal envolve servir nas celebrações, proclamar o Evangelho e dedicar-se especialmente às obras de caridade.
“A principal incumbência dos senhores como diáconos é ajudar o bispo e os sacerdotes nas celebrações eucarísticas e dos divinos mistérios, distribuir a comunhão, assistir ao matrimônio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho, presidir os funerais e, principalmente, consagrar-se aos diversos serviços de caridade. Rezemos para que Cristo seja mais amado e conhecido e que seus ministros ordenados sejam o amor do coração do Cristo”, findou.
Diaconato Permanente
Os Diáconos são ordenados para o Serviço da Palavra, Liturgia e Caridade. Destinam-se para ajudar e a servir os bispos e presbíteros. A doutrina católica estabelece que o grau de diaconato é um grau de serviço, estabelecido desde a época dos apóstolos, como testemunham os Atos dos Apóstolos e a Carta de São Paulo a Timóteo: (Atos 6, 1-6).
O Diácono Permanente diz respeito a homens casados dessa forma, os homens casados que se dedicam a ajudar a Igreja por meio da vida litúrgica, pastoral ou nas obras sociais e caritativas. Ao serem ordenados, os diáconos unem-se mais intimamente ao altar, para cumprir seu ministério com maior eficácia, por meio da graça sacramental.
Sobre os Neo-Diáconos
Natural de Campina Grande/PB, o Diácono Josihelio Albuquerque Diniz pertence à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Palmeira. Casado com Polyana Bezerra Diniz; ele fará uso de ordem na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Lagoa Seca.
Diácono Carlos Miguel dos Santos, natural de Alagoa Nova/PB, da Paróquia Sant’Ana. Casado com Selma Maria da Silva Miguel, o novo diácono é pai de uma filha e agora inicia oficialmente sua caminhada ministerial com uso de ordem na Paróquia de Santa Ana, em Alagoa Nova.
Diácono Wellington Eugênio de Souza, natural de São Paulo/SP, é da Paróquia Jesus Libertador, no bairro das Malvinas, em Campina Grande. Casado com Livian Farias Bezerra Souza, o Diácono é pai de três filhos: Davi, Mariana e Ana Laura. Fará uso de ordem na Paróquia de São Pedro e São Paulo, em Queimadas.
O Diácono Auri Gomes Pedrosa, natural de Campina Grande/PB da Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Casado com Maria Rosivania Hostio Pinto Pedrosa, ele fará uso de ordem na Paróquia de origem.
E o Diácono Antônio Rodrigues da Silva, natural de Campina Grande/PB, da Paróquia Jesus Libertador, nas Malvinas. Casado com Maria Ribeiro da Silva, o Diácono fará uso de ordem na Paróquia Sagrada Família, no Rocha Cavalcante.
