João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Hugo Motta sai em defesa de Dias Toffoli e fala em “exagero” no caso do Banco Master
26/02/2026 18:17
Redação ON Reprodução

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), saiu em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli nesta quinta-feira (26), ao comentar a atuação do magistrado na relatoria do chamado caso Master.

Em entrevista, Motta afirmou que houve “exagero de parte da mídia e no geral” na avaliação do papel desempenhado por Toffoli no processo. Segundo ele, o ministro atendeu a todos os pedidos apresentados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal enquanto esteve à frente do caso.

“O STF tem cumprido seu papel. As decisões proferidas pelo antigo relator atenderam todos os pedidos que o Ministério Público e a Polícia Federal fizeram. Eu penso que houve um exagero, por parte da mídia e no geral, do papel que o ministro Toffoli cumpriu. Ele conduziu como sempre conduziu, com muito equilíbrio, as suas decisões”, declarou.

Motta acrescentou que, na sua avaliação, há momentos em que o “afã de se querer sangue” acaba se sobrepondo ao que considera razoável no debate público. Ele ponderou, porém, que sua fala não significa negar a existência de questionamentos. “Não estou dizendo que não há exagero. O que estou reconhecendo aqui é o papel que o ministro Toffoli cumpriu”, completou.

Toffoli deixou a relatoria do caso após relatório da Polícia Federal apontar relações do ministro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Com isso, a condução do processo passou para o ministro André Mendonça.

Críticas às CPIs

Durante a mesma entrevista, Motta também criticou a tentativa de ampliar o alcance de comissões parlamentares de inquérito para investigar o caso Master. Ele citou como exemplos a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado no Senado, que, segundo ele, estariam extrapolando o objeto inicial de apuração ao tentar incluir o tema em seus trabalhos.

Para o presidente da Câmara, cada comissão deve se ater ao foco para o qual foi criada, evitando a politização excessiva de investigações em curso.

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