A resposta foi rápida e direta. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, determinou a exoneração do assessor Bernardo Moreira, ligado ao gabinete do deputado André Janones, após o episódio de confusão envolvendo o paraibano Cabo Gilberto, como mostrou O Norte Online. A decisão foi tomada menos de 24 horas depois do ocorrido e reforça o recado de tolerância zero para esse tipo de comportamento dentro da Casa.
Motta confirmou a demissão ao jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, e justificou a medida com base no histórico do assessor. Segundo ele, trata-se de um caso de reincidência, o que pesou para a decisão imediata.
A confusão começou durante uma entrevista ao vivo de Cabo Gilberto à Globo News. O deputado comentava a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria quando foi interrompido por Bernardo Moreira, que gritou palavras de ordem e provocação política no local.

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Após o episódio, Cabo Gilberto tentou concluir a entrevista, mas em seguida foi tirar satisfação com o assessor, o que elevou a tensão e quase terminou em confronto físico nos corredores da Câmara.
A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial, encerrando rapidamente o caso no plano administrativo, embora o episódio tenha exposto o ambiente cada vez mais acirrado dentro do Congresso.
Bernardo Moreira já havia se envolvido em outra polêmica na Câmara, quando provocou o deputado Nikolas Ferreira em uma gravação, o que reforçou o argumento de reincidência citado por Hugo Motta.
O episódio amplia o desgaste político entre governo e oposição e mostra que, além das derrotas no plenário, o clima nos bastidores também segue inflamado.