Hugo Motta, após ser eleito: “A cadeira da presidência da Câmara não nos faz diferentes”
01/02/2025 18:54
Redação ON Reprodução
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O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados neste sábado, 1º de fevereiro de 2025, com 444 votos de um total de 513 parlamentares. Motta, que está em seu quarto mandato e é líder do Republicanos na Casa, recebeu apoio de uma ampla aliança política que incluiu partidos como MDB, PT, PL, União Brasil, PSD, Republicanos, Rede, Solidariedade, PRD, PSDB/Cidadania, PCdoB, PDT, PSB, PV, PP, Podemos e Avante. Apenas o Novo e o PSol não apoiaram sua candidatura, lançando candidatos próprios: Marcel van Hattem (Novo-RS), que obteve 31 votos, e pastor Henrique Vieira (PSol-RJ), que recebeu 22 votos.

Aos 35 anos e no quarto mandato, o deputado paraibano é presidente mais jovem da Câmara. Em seu discurso disse que “todos que chegam até aqui são iguais. Aquela cadeira (da presidência da Câmara) não nos faz diferentes. Quero ser um elo na corrente, um elo forte, mas com a consciência de ser apenas um elo na corrente que não deve se quebrar, não deve se partir, não devemos deixar romper”, observou.

“Porque todas as vezes que romperam essa corrente em nossa história, partiram a democracia. O meu dever é ser esse elo passageiro, como todo poder, efêmero, mas sólido, que deverá se ligar ao elo que virá depois, que essa corrente permaneça intacta, e nossa democracia inquebrantável. Serei um deputado presidente, e não um presidente deputado”, enfatizou.

E encerrou o discurso com o que chamou de uma mensagem de otimismo: “Ainda estamos aqui!”, numa referência ao filme brasileiro que está concorrendo ao Oscar.

Tensão e articulação durante todo o dia no Plenário do Congresso

O legado de Arthur Lira

Em seu discurso de despedida neste sábado (1º/2), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), destacou emocionado as conquistas de sua gestão, enfatizando a aprovação de projetos que fortaleceram o Legislativo e protegeram a sociedade durante a pandemia de Covid-19. Ele ressaltou a importância de deixar um legado ao país, promovendo avanços legislativos aguardados há décadas, com impacto positivo na vida das pessoas, especialmente daqueles que mais precisam e dos que geram emprego e renda.

Lira também enfatizou sua defesa intransigente do modelo de separação entre os Poderes, conforme estabelecido na Constituição, buscando manter a harmonia e independência sem permitir a sobreposição de um sobre o outro. Ele mencionou embates públicos com membros de outros poderes, como o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, sempre visando defender as prerrogativas parlamentares e o respeito à Constituição.

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