João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
GloboNews expõe o DNA político de Hugo Motta e explica suas idas e vindas
12/06/2025 06:24
Redação ON Reprodução

Durante debate no programa Conexão GloboNews, jornalistas analisaram as recentes mudanças de posicionamento do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), especialmente em relação à votação da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e ao caso da deputada Carla Zambelli. A discussão destacou o comportamento de Hugo Motta, que tem oscilado em suas decisões e, segundo a avaliação dos comentaristas, apresenta dificuldades em manter uma linha firme diante das pressões políticas.

O caso de Carla Zambelli ilustrou bem esse movimento: inicialmente, Hugo Motta afirmou que respeitaria a decisão do Supremo Tribunal Federal, que cassou o mandato da deputada. No entanto, recuou após pressão de aliados da extrema-direita e decidiu submeter o tema ao plenário da Câmara, numa tentativa de transferir para o conjunto dos deputados a responsabilidade pelo desfecho do caso.

Mas foi a jornalista Daniela Lima quem fez uma análise mais contundente sobre o perfil político de Hugo Motta, resgatando sua trajetória e as influências que o moldaram. Em sua fala, Daniela pontuou:

“Do Hugo Mota? É. Hugo Mota é, primeiro, uma cria do Eduardo Cunha, né? Um filho de uma pequena dinastia de políticos do Nordeste, que está, portanto, acostumado a trabalhar e operar na ideia do meu reduto, minha vida. Com o Eduardo Cunha, ele foi, diante de todas as provas, diante de toda a crise, até o limite da cassação, inclusive votando contra a cassação do Eduardo Cunha, e depois se juntou ali ao atual presidente do PP, senador Ciro Nogueira, que é um dos políticos mais experimentados que eu já conheci, joga muito e foi, por isso mesmo, ministro da Casa Civil de Bolsonaro. Só está assustado quem não se deu o trabalho de ler a biografia, ou o que é. Da Casa Civil do Bolsonaro, que por óbvio, inclusive, já voltando aqui pro nosso trabalho de grupo, defende a anistia, defende a reversão da inelegibilidade, então assim, a raiz, a árvore dele é essa, se o fruto foi cair longe da árvore dessa vez, desconheço.”

A avaliação de Daniela Lima sugere que, ao fim, Hugo Motta tende a acompanhar o posicionamento de seus padrinhos políticos — entre eles, Eduardo Cunha, Ciro Nogueira e o próprio bolsonarismo — em temas sensíveis como a anistia e a tentativa de reversão das punições aplicadas aos aliados de Jair Bolsonaro.

O programa ressaltou que o comportamento de Motta pode ser, na prática, uma estratégia de sobrevivência política: testando limites, adiando decisões e acompanhando o movimento das forças que lhe garantem sustentação no Congresso.

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