João Pessoa, sábado, 31 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro diz que segue no jogo e fala em disputar a Presidência antes de 2030
31/10/2026 06:14
Redação ON Reprodução

Fora do Brasil, o senador Flávio Bolsonaro quer demonstrar que continua politicamente ativo e já fala em disputar novamente a Presidência da República — antes mesmo de 2030. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, ele afirmou que pretende manter sua liderança no exterior, mas não explicou em quais circunstâncias imagina uma nova eleição presidencial antes do próximo pleito.

“Se preciso for, para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da República. Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso”, declarou.

A fala foi feita no encerramento da transmissão, quando o senador agradeceu pelos quase 60 milhões de votos recebidos. Flávio apresentou esse apoio como combustível para continuar na disputa política, embora esteja reorganizando a vida fora do país com a mulher, Fernanda, e as duas filhas.

Ao justificar sua saída do Brasil, alegou temor de “perseguição judicial”. Segundo seu relato, a decisão foi tomada com a mulher depois de ser intimado a entregar os passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

“A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque, se soubesse, a chance de dar errado seria maior”, afirmou, negando que outras pessoas tenham participado da decisão.

O senador acusou Moraes de tentar intimidá-lo e contestou a investigação que, segundo ele, o associaria a movimentações financeiras de uma empresa ligada a Willer Tomaz. Durante a transmissão, também classificou o cenário brasileiro como um “regime de exceção”.

“Eu não saí do Brasil. Eu saí pelo Brasil”, disse, ao sustentar que sua permanência no exterior não significa abandono da atuação política.

Flávio apontou o Senado como principal espaço de oposição ao governo e anunciou apoio a Rogério Marinho para a presidência da Casa. Pediu aos apoiadores que pressionem os parlamentares a aderir à candidatura e apostou na economia como fator de desgaste da administração Lula.

A declaração sobre voltar a disputar a Presidência antes de 2030, porém, ficou sem explicação: o senador não apresentou um caminho nem detalhou o cenário em que essa eleição ocorreria.

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