Uma reportagem do jornal argentino Clarín revelou detalhes de uma suposta operação internacional para viabilizar a fuga de Flávio Bolsonaro. Segundo o jornal, a saída teria envolvido agentes americanos no aeroporto de Puerto Iguazú, pelo menos três jatos particulares, veículos utilizados como distração e participação direta do governo de Javier Milei.
De acordo com a investigação, agentes estrangeiros teriam assumido temporariamente o controle de parte do aeroporto, afastando funcionários argentinos para garantir a saída do senador.
A reportagem também aponta que um piloto brasileiro teria se recusado a transportar Flávio ao tomar conhecimento das restrições impostas pela Justiça. A alternativa teria sido um deslocamento de aproximadamente 1.600 quilômetros por terra.

Os detalhes publicados pelo Clarín ampliam as questões sobre as circunstâncias da fuga. O episódio envolve um candidato derrotado à Presidência, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, cuja saída do país teria mobilizado estruturas de governos estrangeiros.
Caso seja comprovada, a participação de agentes americanos e de autoridades argentinas poderá transformar o caso em um grave episódio diplomático, com questionamentos sobre uma possível interferência estrangeira e o auxílio ao descumprimento de determinações da Justiça brasileira.

