sexta-feira, 22 de maio de 2026
Ex-jogador do Grêmio cria em João Pessoa projeto de futebol para crianças autistas e com TDAH
22/05/2026 15:54
Redação ON Reprodução

Depois de rodar o mundo como atleta e treinador, passando por oito países ao longo da carreira, o ex-jogador do Grêmio Sinuê Zardo decidiu trocar a correria do futebol profissional por uma missão bem diferente — e muito mais humana. Morando atualmente em João Pessoa para cuidar dos pais, que vivem em Tambaú há mais de duas décadas, o gaúcho criou na capital paraibana o projeto “Inclusão em Campo JP”, voltado para crianças neurodivergentes.

A iniciativa acontece todos os domingos, das 8h às 9h da manhã, no ginásio da ANSEF, no bairro do Bessa, e atende crianças com autismo, TDAH e T21, condição conhecida como Síndrome de Down.

Mais do que ensinar futebol, o projeto nasceu com um propósito social e emocional: oferecer acolhimento, interação, atividade física e qualidade de vida para crianças atípicas e também um momento de respiro para as famílias, que enfrentam rotinas intensas de terapias e cuidados diários.

“É um processo de relaxamento, de desopilar, de ver a criança brincando, sorrindo, interagindo e praticando atividade física. Esse é o objetivo maior”, resume Sinuê.

A trajetória dele ajuda a explicar o peso da iniciativa. Sinuê Zardo foi atleta do Grêmio durante dez anos, desde as categorias de base até o profissional. Pelo clube gaúcho, conquistou o Campeonato Gaúcho de 1987 e a histórica Copa do Brasil de 1989, primeira edição do torneio nacional.

Depois da carreira como jogador, acumulou experiências internacionais como educador físico e treinador de futebol, trabalhando em diferentes países e aprofundando métodos de formação esportiva e inclusão.

Agora, em João Pessoa, ele tenta transformar o esporte em ferramenta de desenvolvimento motor, social e até clínico para crianças neurodivergentes.

O projeto ainda está em fase inicial, mas já começa a chamar atenção pelo caráter inclusivo e pela proposta de unir esporte, convivência, acolhimento e desenvolvimento humano em um ambiente leve e adaptado às necessidades das crianças.

Em tempos de excesso de telas, isolamento e dificuldades crescentes enfrentadas por muitas famílias atípicas, a ideia de colocar crianças para correr, brincar, sorrir e socializar dentro de uma quadra pode parecer simples. Mas, para muitos pais, acaba representando muito mais do que uma aula de futebol.

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