A postura de bolsonaristas diante da derrota do candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), tem chamado a atenção por conta do inconformismo e das ameaças de retaliação, dois ingredientes alheios aos valores democráticos, onde sempre haverá um lado perdedor e um vencedor na disputa eleitoral.
Quando essa postura, entretanto, parte de uma pessoa pública, agente político que, inclusive, disputou eleição, a situação se agrava. Desta vez, foi a ex-candidata a vice-governadora da Paraíba pelo PL, na chapa do senador Efraim Moraes, Nayana Pontes, que usou as redes sociais para destilar o rancor pela derrota.
Em postagem que usa como pano de fundo a música “Boa Sorte”, sucesso da cantora Vanessa da Mata, Nayana escreveu em letras garrafais: “Aviso a quem fez o L, nesses próximos 4 anos… Não me peça ajuda. Não me peça emprego. Não me peça pra comprar rifa. Não me peça dinheiro emprestado”.

Nayana é esposa do Cabo Gilberto Silva (PL), reeleito para a Câmara dos Deputados, e representa o PL na Paraíba.
A reação na rede social da ex-candidata foi de apoio a críticas contundentes. Uma internauta disser ser “lamentável esse tipo der postura vindo da esposa de um representante público”. Ela lembrou que “a democracia se constrói com respeito à pluralidade e ao diálogo, e não com discriminação, boicote ou recusa de ajuda com base em escolhas eleitorais”!.
Outro seguidor apelou aos céus: “Ela é uma pessoa pública. Esposa de um homem público… Misericórdia!”. Houve quem já fizesse prognóstico eleitoral: “O marido está pra ser candidato à prefeitura em 2028. Agora, me diga se isso é postura der primeira-dama?”
Numa das postagens dos seguidores, Nayana chegou a responder. O internauta questionou: “Que é isso, primeira-dama? Logo você que é esposa de deputado, não ajudar ninguém?”. A ex-candidata escreveu: “Só não vou ajudar petista”.
E teve também quem partiu pra ironia: “E você não peça auxílio emergencial”. Nayana não titubeou: “Peguei e pegaria de novo, caso precisasse”.
Alguns internautas, no entanto, concordaram com Nayana: “Faz muito bem! É triste, mas é necessário. Basta de traição”. Outro lamentou: “Que Deus me ajuda a sair desse Nordeste”.

