O governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (27) que permitirá a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de seus familiares no país e emitirá vistos para eles. A informação foi confirmada por uma alta autoridade do Departamento de Estado.
O anúncio ocorreu dois dias após a derrota de Flávio na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações divulgadas mencionam apenas vistos e autorização de entrada, sem confirmar a concessão de asilo político.
O senador eleito pelo Rio de Janeiro Carlos Jordy (PL) afirmou no X que Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. Segundo ele, a viagem teria como objetivo evitar que o senador fosse usado “como moeda de troca contra o impeachment de Moraes”. A declaração apresenta a justificativa política de um aliado e não foi confirmada de forma independente.
A saída ocorreu apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibia Flávio de deixar o país. O senador havia sido intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático até as 11h desta terça-feira, mas não apresentou os documentos, que foram cancelados.
A decisão judicial integra uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades. A Reuters confirmou a viagem com base no relato de um aliado próximo e de uma fonte do governo norte-americano.
Na véspera, Flávio havia negado a intenção de deixar o Brasil e dito que permaneceria no país para organizar a oposição ao governo Lula.

