- Redação ON
O estudante paraibano Lucas de Belmont, de 29 anos, alcançou o primeiro lugar no Concurso Nacional Unificado (CNU), o chamado “Enem dos Concursos”, para o cargo de tecnologista, especialista em fomento do complexo econômico-industrial da saúde. Os resultados foram divulgados este mês pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Lucas expressou surpresa com a conquista, afirmando que “demorou muito para cair a ficha” e que, para ele, “a colocação não foi o mais importante, e sim eu ter passado!”.
O Concurso Nacional Unificado (CNU) é um modelo de seleção pública unificada criado pelo governo federal para centralizar a aplicação de provas e otimizar a contratação de servidores para diversos órgãos e entidades da administração pública. Inspirado no modelo do Enem, o CNU substitui concursos individuais, permitindo que candidatos concorram a várias vagas com uma única prova, dividida por blocos temáticos. Esse sistema visa aumentar a eficiência, reduzir custos e ampliar a equidade no acesso às oportunidades no serviço público federal.
Destaque numa reportagem publicada no site do Correio Braziliense, Lucas revelou que, durante a preparação para o concurso, conciliou os estudos com a redação de sua tese de doutorado na Universidade de Leeds, na Inglaterra. Ele relata que, nos últimos seis meses do doutorado, o foco principal era concluir a tese. Com o adiamento do concurso em maio, ele sentiu que teria mais tempo para se preparar, mas acabou dedicando-se quase exclusivamente à tese, retomando os estudos para o certame apenas uma semana antes da prova.
Lucas, a namorada Mônica e a irmã dela, Mariana Nóbrega, estudaram juntos para o concurso, embora cada um tenha se candidatado a cargos diferentes dentro do Bloco 5 – Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Frustrados com a falta de oportunidades na academia após a pandemia, os três decidiram prestar o CNU, que valorizava candidatos com titulação acadêmica. Eles adotaram uma estratégia de estudo colaborativo, compartilhando resumos e discutindo os temas do edital em conjunto. A abordagem foi bem-sucedida: além de Lucas, Mônica foi aprovada para o cargo de analista técnico de políticas no Ministério da Gestão, e Mariana para pesquisadora na especialidade de tecnologista em informações e avaliações educacionais, com lotação no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).