A mais recente troca de farpas na política paraibana ganhou corpo nas redes sociais e mistura investigação policial, disputa eleitoral e liberdade de opinião. De um lado, o jornalista Gutemberg Cardoso, do Polêmica Paraíba; do outro, o deputado estadual Walber Virgulino (Partido Liberal). No centro da discussão está a Operação Cítrico, que teve impacto direto na política de Cabedelo e culminou na eleição suplementar vencida por Edvaldo Neto.
O que houve
Gutemberg Cardoso vem sustentando, há algum tempo, uma linha crítica em relação à Operação Cítrico. O jornalista levanta questionamentos sobre a consistência das provas que embasaram a ação e aponta possíveis falhas processuais. Na avaliação dele, os elementos apresentados não seriam suficientemente contundentes para justificar os desdobramentos que levaram ao afastamento de figuras políticas e à reconfiguração do cenário eleitoral em Cabedelo.
Essa leitura passou a incomodar o deputado Walber Virgulino, candidato derrotado na eleição suplementar de Cabedelo – e que ainda alimenta a esperança de assumir a cadeira de prefeito.
O que disse Walber
Em tom crítico, Walber reagiu publicamente às declarações de Gutemberg. Em postagem nas redes sociais, questionou a postura do jornalista e insinuou que ele estaria atuando como uma espécie de “advogado de defesa” de investigados ligados ao caso.
O deputado também reforçou sua confiança no trabalho da Polícia Federal, do Gaeco e do Judiciário, afirmando que há uma tentativa de confundir a opinião pública e descredibilizar instituições. A mensagem foi direta e carregada de indignação, sinalizando que, para ele, há interesses por trás das críticas à operação.
Resposta de Gutemberg
A resposta veio no mesmo tom público, mas com uma pitada de ironia. Durante participação no programa Paraíba Agora, da Rádio Pop FM, Gutemberg rebateu as críticas, afirmou que tem formação jurídica e reforçou que suas análises são baseadas em interpretação dos fatos e do processo.
Sem entrar em confronto técnico mais aprofundado naquele momento, preferiu um desfecho bem-humorado, ao mandar o deputado “ir se catar… vai cuidar da tua campanha!”A frase, dita de forma descontraída, ampliou ainda mais a repercussão do episódio. A discussão revela o choque entre versões sobre um caso sensível e mostra como política, justiça e comunicação seguem cada vez mais entrelaçadas, especialmente quando o debate migra para o “tribunal das redes sociais”.