A sabatina de Flávio Bolsonaro (PL) ao Jornal Nacional concentrou os temas mais espinhosos de sua campanha. Em vez de focar apenas em propostas de governo, a bancada confrontou o candidato diretamente sobre suspeitas de financiamento privado, a investigação por tentativa de golpe de Estado e a polêmica diplomática envolvendo os Estados Unidos e a atuação de Eduardo Bolsonaro.
Dinheiro do filme e ligação com Vorcaro
Ao ser questionado sobre os recursos e o apoio financeiro recebidos para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro — com citações diretas ao empresário Daniel Vorcaro —, Flávio negou qualquer irregularidade no financiamento do projeto:
O questionamento: A bancada pressionou o candidato sobre o uso de repasses e triangulações de empresas ligadas ao empresário para custear a obra cinematográfica.
A resposta: Flávio afirmou que a produção do filme foi realizada de forma independente por apoiadores e que não possui gestão sobre a contabilidade de terceiros. Ele declarou que seu nome e o de sua família são constantemente associados a investidores sem que haja qualquer conduta ilícita comprovada.
Inquérito do Golpe de Estado e alegações do PGR
O momento mais crítico do bloco ocorreu quando o senador foi confrontado com as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que aponta seu pai como líder do grupo que articulou uma tentativa de golpe de Estado:
Minimização do caso: O candidato desqualificou o inquérito e alegou que não houve atos concretos que caracterizassem a ruptura institucional.
Ataque ao STF e PGR: Flávio sustentou que o processo padece de perseguição política e que as provas apresentadas pela investigação desconsideram a falta de apoio das Forças Armadas para qualquer movimento antidemocrático.
Tarifaço de Trump e a influência de Eduardo Bolsonaro
Outro ponto de forte embate tratou do anúncio de “tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e o papel de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, nas articulações internacionais:
Ação do irmão: Cobrado sobre se a atuação de Eduardo nos EUA estaria incentivando sanções econômicas contra o Brasil, Flávio defendeu a postura do irmão e disse que ele apenas atua na denúncia do que chamou de “violações de direitos humanos” no país.
Transferência de culpa: O senador atribuiu a responsabilidade pela ameaça de tarifas comerciais exclusivamente à “incompetência diplomática” do atual governo Lula na condução das relações bilaterais com Donald Trump.

