João Pessoa, terça-feira, 8 de setembro de 2026
Eleições 2026: Guia eleitoral invade rádio e TV com disputa de legados e embate de estratégias
28/08/2026 10:03
Redação ON Reprodução

A rotina dos meios de comunicação mudou nesta sexta-feira (28) com o início da transmissão obrigatória do guia eleitoral. Nos próximos dias, o eleitor terá encontros marcados nas faixas de rádio (7h e 12h) e TV (13h e 20h30), de segunda a sábado, onde os blocos de propaganda tentarão definir o rumo dos votos tanto no Palácio do Planalto quanto no Palácio da Redenção.

No embate pela Presidência da República, os líderes das pesquisas usaram os maiores tempos de rádio e TV para ditar o tom da corrida nacional:

 Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Dono da maior fatia do horário (5m31s), o petista apostou na valorização de sua biografia e na defesa do legado de sua gestão. O programa mirou em conquistas sociais, avanços econômicos e na geração de empregos para sustentar a tese de que o país precisa manter o rumo atual.

 Flávio Bolsonaro (PL): Com 4m20s, o candidato concentrou o discurso de estreia nas críticas à segurança pública e na alta do custo de vida. A estratégia buscou fortalecer sua identidade própria perante o eleitorado, trazendo ainda a figura do vice, Alfredo Gaspar, para reforçar o tom de combate à criminalidade.

Já na Paraíba, a estreia refletiu a divisão entre continuidade e oposição:

 Lucas Ribeiro (PP): Liderou o tempo do guia estadual (4m49s) colando sua imagem à do ex-governador João Azevêdo (PSB), que apareceu atestando sua capacidade de gestão. A peça também exibiu os dados da última pesquisa Quaest, que o coloca na liderança com 38% das intenções de voto.

 Cícero Lucena (MDB): Usou seus 2m14s para focar em seu histórico político, usando as realizações à frente da Prefeitura de João Pessoa como vitrine para o que pretende fazer no estado.

 Efraim Filho (PL): Dispondo de 1m55s, apostou no slogan “botar fé”, ressaltou sua atuação no Senado e fez críticas diretas aos serviços de saúde, educação e segurança públicos. Curiosamente, Efraim não fez menção ao correligionário Flávio Bolsonaro no seu programa de estreia.

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