O senador Efraim Filho revelou qual é o cálculo político que o leva a acreditar em uma vitória nas eleições deste ano para o Governo da Paraíba, mesmo aparecendo atualmente na terceira colocação das pesquisas de intenção de voto, atrás do governador Lucas Ribeiro e do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.
A explicação deu-se durante o programa PB Debate, da Pop 101 FM, em resposta a uma avaliação feita pelo presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino. Para Adriano, a tendência atual favorece Lucas Ribeiro, que vem liderando os levantamentos mais recentes e apresentando crescimento gradual nas pesquisas.
A análise do presidente da ALPB parte da premissa de que a direita paraibana possui um limite eleitoral próximo de 25% do eleitorado. Na avaliação dele, esse teto dificultaria a construção de uma maioria capaz de levar um candidato identificado com esse campo político ao Palácio da Redenção.
Ao contestar essa tese, Efraim lembrou inicialmente a própria eleição para o Senado, em 2022. Segundo ele, também havia desconfiança em relação às suas chances de vitória, mas o resultado das urnas contrariou parte das previsões feitas durante a campanha.
“Eu também ouvi muito isso na eleição para senador, que a gente não chegaria. Quando abriram as urnas, Ricardo Coutinho ficou para trás, Polyana ficou para trás. E aí eu digo que a direita teve voto na urna”, afirmou.
A partir dessa lembrança, o senador apresentou o raciocínio que utiliza para projetar a disputa pelo Governo do Estado.
Segundo Efraim, a experiência das eleições de 2022 mostra que a direita já demonstrou capacidade de alcançar percentuais superiores aos apontados por Adriano. Ele lembrou que Jair Bolsonaro obteve cerca de 36% dos votos na Paraíba e argumentou que esse percentual pode crescer na disputa atual.
“Na urna teve 36% dos votos em 2022. Vamos supor que chegue a 40% agora. Eu vou buscar esses outros 10% na política, porque existe um centro que vê em mim uma opção muito mais plausível. Eu venho com esse discurso de centro-direita”, afirmou.
A estratégia apresentada por Efraim passa justamente por ampliar sua base para além do eleitorado conservador tradicional. A aposta é conquistar votos de setores moderados que desejam mudança de governo, mas que não se identificam necessariamente com posições mais ideológicas.
O senador também utilizou como referência a eleição estadual de 2022. Naquele pleito, o então candidato de oposição, Pedro Cunha Lima, chegou ao segundo turno e foi derrotado por João Azevêdo por uma diferença relativamente apertada.
“Pedro teve 48% contra 52% de João Azevêdo. João já vinha com quatro anos de governo. A oposição quase ganha. Era o mesmo grupo político que está aí hoje. Agora, com a oposição fortalecida, temos tudo para crescer ainda mais”, argumentou.