É o fim do Viagra? Nova era da medicina sexual aposta na regeneração
07/06/2026 06:41
Redação ON Reprodução

Vinte e oito anos após a pílula azul, a medicina sexual aposta agora em regeneração tecidual, não mais na ereção artificial. O foco é reabilitar o organismo para que o homem não dependa de remédios (Fonte: Mundo Amado).

Para diabéticos, cardíacos ou pós-cirurgia de próstata, os remédios tradicionais falham. Pesquisas com adenosina e nanogéis despertam interesse, mas exigem cautela.

O urologista Cássio Andreoni (Hospital Albert Einstein) explica: “A adenosina melhorou a função erétil em ratos, mas não há formulação comercial para humanos. A pesquisa permanece experimental.”

Já Eduardo Miranda lembra que novas vias não superaram os comprimidos. “Existem tratamentos consagrados, como injeções locais (95% de eficácia) e próteses penianas.”

Sobre o chamado “marcapasso sexual”, Miranda afirma: “É uma solução específica para lesões neurológicas severas. Não será ampla nem chega ao Brasil em cinco anos.”

Na dúvida entre causa física ou psicológica, João Brunhara orienta: até os 40 anos e sem doenças graves, o mais provável é o psicogênico – especialmente se ereções matinais são normais.

Por fim, Brunhara destaca o estilo de vida: sobrepeso, estresse e noites mal dormidas minam a confiança e ativam o estresse, que eleva adrenalina e corta a ereção. “O cérebro lê o sexo como perigo extremo.”

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