Na noite deste sábado, 18, Dom Dulcênio Fontes de Matos, bispo diocesano, presidiu a missa da segunda noite do novenário em honra a Nossa Senhora do Desterro, padroeira de Boqueirão, da forania do Agreste I. Durante a celebração, 103 novos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão foram instituídos, marcando um momento significativo para a comunidade.
O padre João Igor, pároco local, acolheu com alegria todos os presentes, especialmente o bispo, destacando que “sua presença confirma a fé de todos os paroquianos, diante do seu Ministério Apostólico”, disse. A missa também contou com a presença do padre José Gonçalves, vigário paroquial, que concelebrou a Eucaristia, auxiliado pelo diácono Manoel Bezerra e pelos seminaristas.
Os festejos em honra a Nossa Senhora do Desterro seguem até o dia 26 de janeiro, com novena, missa, quermesse e música ao vivo. Todos são convidados a participarem destes dias de renovação da fé e devoção.
Homilia
Na homilia de Dom Dulcênio, ele destacou a importância das epifanias, momentos em que a divindade de Cristo se revela ao mundo. O bispo destaca que a Igreja, no Ano C, nos convida a refletir sobre essas manifestações, como por exemplo a bodas de Caná, onde Jesus realiza Seu primeiro milagre, manifestando Sua glória para fortalecer a fé dos discípulos, como São João aponta.
“No ciclo das leituras do Ano C, tal como estamos imbuídos desde o Primeiro Domingo do Advento, a Igreja faz-nos refletir, sequencialmente, as três grandes epifanias do Senhor: a primeira, quando os magos vêm adorar o Menino Jesus (tal como celebrávamos há quinze dias); a segunda, no Batismo de Jesus por João Batista no Rio Jordão (como festejávamos hoje faz oito dias); e, neste Segundo Domingo do Tempo Ordinário, quando refletimos sobre as bodas de Caná”, trouxe inicialmente.
O Catecismo reforça que a epifania revela Jesus como o Messias e Salvador, convidando todos os povos à salvação. A Igreja, deve propagar essa revelação. Os cristãos são chamados a compartilhar as maravilhas de Cristo com o mundo, como os discípulos, que testemunham a glória de Deus e anunciam Sua obra redentora.
“Pela fé, quer o Cristo que todos os povos sejam atraídos, e, nesta atração participem da herança do novo Israel, da Sua Igreja, da Pátria dos bem-aventurados pelo reconhecimento da Sua Pessoa divina e da obra universal de salvação que veio, pelo Seu Sangue redentor, realizar para nós”, trouxe.
Dom Dulcênio destacou também o verbo “manifestar”, presente nas leituras, que nos lembra da missão de anunciar a salvação de Cristo. Na carta de São Paulo, nos ensina que, embora haja diferentes dons e carismas, é o Espírito Santo que realiza a obra de Deus em todos os cristãos. Cada um é chamado a testemunhar a vida e os milagres de Cristo em sua vida cotidiana.
“Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos” (1Cor 12,6). E, após ter descrito a atuação dos carismas para a propagação das maravilhas de Cristo, o Apóstolo concluirá: “Todas essas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer” (1Cor 12,11).
Por fim, Maria, a Senhora de Caná, é vista como modelo de fé. Antes de testemunhar o milagre de Seu Filho, ela já aguardava Sua manifestação com fé. O bispo sublinhou que Sua obediência e confiança devem inspirar todos os cristãos a viverem plenamente a fé, seguindo seu exemplo: “Fazei tudo o que ele vos disser”.
A Santíssima Virgem Maria, a Senhora de Caná, antes mesmo de ver, imensamente manifestada em seu ventre e em seus braços virginais a face da glória do Senhor, o Seu Filho e Deus, Cristo, já refletia e esperava por esta manifestação. Aponte-nos ela o caminho da contemplação e da vivência deste mesmo fulgor, que, em nós, faz nascer e aumentar a fé, escutando-a sempre como Mãe e Pedagoga a dizer-nos: “Fazei tudo o que ele vos disser!” (Jo 2,5).”, concluiu.
Da Pascom/Diocese de CG
Foto: Pascom/Diocese de CG