A nomeação de Alanna Galdino para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) tem gerado polêmica. Mesmo cumprindo todos os requisitos legais, sua indicação vem sendo contestada pelo Ministério Público de Contas (MPC), principalmente pelo fato de Alanna ser filha do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino — o que, segundo a defesa, não configura impedimento legal.
A aprovação no Legislativo ocorreu de forma expressiva: Alanna obteve 31 votos favoráveis, enfrentando apenas um voto contrário (do deputado Walber Virgolino) e três abstenções — entre elas, a de seu próprio pai. Ela foi a única candidata inscrita para a vaga.
De acordo com a defesa, o governador João Azevêdo apenas cumpriu sua obrigação constitucional ao formalizar a nomeação, cabendo agora ao plenário do TCE ratificá-la. No entanto, o Ministério Público de Contas apresentou novas objeções, sendo a mais recente manifestação assinada pelo procurador Bradson Camelo.
Os advogados de Alanna reagiram duramente. Criticaram o fato de o procurador recorrer a uma citação da música popular brasileira (“não podemos negar as aparências e disfarçar as evidências”) em vez de se ater estritamente aos fundamentos jurídicos. Para a defesa, isso demonstra uma tentativa de deslegitimar o processo sem base legal.
O advogado Solon Benevides, que lidera a defesa, afirmou que o MP de Contas tem se valido de “questionários inquisitivos, formulados ao bel-prazer dos auditores, com ilações equivocadas que remetem a períodos sombrios da história do país”. Ainda segundo a defesa, há uma tentativa de reescrever fatos, ignorando provas claras de que Alanna preenche todos os requisitos legais e constitucionais.
A defesa também destacou que a indicação de Alanna representa um marco histórico, pois ela será a primeira mulher a integrar o Tribunal de Contas da Paraíba, um avanço que deveria ser celebrado, e não contestado.