O fechamento de setores do Hospital Municipal ProntoVida, em João Pessoa, provocou forte reação no meio político e acendeu um alerta sobre as condições da rede pública de saúde da capital. Em publicação nas redes sociais, o vereador Milanez Neto (MDB) classificou a situação como um cenário de caos, após a interdição de leitos de UTI por falta de estrutura.
Segundo o parlamentar, a medida adotada pelo Conselho Regional de Medicina não pode ser tratada como um problema isolado, mas sim como reflexo de uma crise mais profunda. Ele questiona a segurança no atendimento prestado aos pacientes em uma unidade que, de acordo com a fiscalização, não apresentava condições adequadas de funcionamento.
Milanez também afirma que as irregularidades já haviam sido apontadas anteriormente pela Vigilância Sanitária, o que, na avaliação dele, agrava ainda mais o quadro. Para o vereador, houve omissão da gestão municipal, que teria sido alertada, mas não tomou as providências necessárias para corrigir as falhas estruturais do hospital.
Outro ponto destacado pelo parlamentar é a forma como os pacientes estão sendo transferidos, segundo ele, “na calada da noite”, o que levanta questionamentos sobre transparência e planejamento na condução da crise. Ele ainda critica o prazo apresentado pela administração para resolver os problemas, afirmando que não é plausível solucionar em 15 dias questões que, segundo ele, se arrastam há anos.
Na avaliação do vereador, a situação do ProntoVida ultrapassa uma falha pontual e revela, na verdade, uma falta de compromisso com a saúde pública municipal. A crise também ganha contornos políticos ao atingir a atual gestão, mesmo após a mudança de prefeito, indicando que os problemas estruturais persistem e continuam impactando diretamente o atendimento à população.