João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
CPI do Crime Organizado convoca Toffoli, convida Moraes e mira empresários ligados ao Banco Master
25/02/2026 21:28
Redação ON Reprodução

BRASÍLIA – A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira, 25, uma série de convocações e convites que colocam no centro das investigações dois ministros do Supremo Tribunal Federal: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A comissão também avançou sobre empresários e gestores ligados ao Banco Master, alvo de apurações por supostas irregularidades financeiras.

O colegiado aprovou o convite para que o ministro Dias Toffoli compareça à CPI e autorizou a quebra de sigilo fiscal da empresa Maridt Participações entre os anos de 2022 e 2026. Toffoli é sócio da empresa, que vendeu parte de um resort da rede Tayayá a um fundo de investimento com vínculos com o Banco Master.

Além disso, foram convocados os irmãos do ministro, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, gestores da Maridt. Nesse caso, o comparecimento é obrigatório. A CPI também aprovou o convite ao ministro Alexandre de Moraes para prestar esclarecimentos sobre possíveis relações indiretas com a instituição financeira.

Os parlamentares aprovaram ainda a convocação de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, considerado peça-chave para explicar a estrutura de operações envolvendo fundos de investimento e empresas ligadas ao grupo. A votação foi conduzida de forma simbólica pelo presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, no caso dos requerimentos que não envolviam acesso a dados financeiros sigilosos.

Também foram incluídos na lista de convites a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. A CPI quer mapear a extensão das relações institucionais e privadas entre o banco e figuras de destaque do cenário político e jurídico.

A base do governo Lula articulou a aprovação das convocações do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Por se tratar de convocações, ambos terão presença obrigatória na comissão. Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, a oitiva de Guedes busca esclarecer se políticas de desregulamentação adotadas durante sua gestão contribuíram para a formação de um ambiente favorável a irregularidades envolvendo o Banco Master.

Os requerimentos para chamar os ministros do STF partiram do senador Eduardo Girão. No caso de Dias Toffoli, o parlamentar sustenta que decisões tomadas pelo ministro em investigações envolvendo o Banco Master levantam questionamentos sobre a condução processual e o nível de sigilo imposto aos procedimentos. Em relação a Alexandre de Moraes, a justificativa aponta a necessidade de esclarecer eventuais sobreposições entre atuação institucional e relações privadas.

canal whatsapp banner

Compartilhe: