Trinity Rodman, jogadora norte-americana e filha do ex-astro da NBA Dennis Rodman, que é um dos maiores reboteiros da NBA e que me inspirou durante meu tempo nas categorias de base do basquete no Palmeiras, sob o comando de João Padola, tornou-se recentemente a futebolista mais bem paga do mundo ao assinar um contrato histórico com o Washington Spirit.
O acordo, válido até 2028, portanto sendo um acordo de dois anos, garante-lhe um salário superior a 2 milhões de dólares por temporada, ultrapassando todas as marcas anteriores no futebol feminino, em todas as ligas ao redor do mundo.
Este contrato simboliza uma nova era para o desporto feminino, refletindo uma tendência crescente de valorização das atletas.
Embora os salários ainda estejam longe dos praticados no futebol masculino, em relação às ligas de maior destaque no mundo, a conquista de Rodman é um passo importante rumo a uma maior igualdade e reconhecimento.
É sempre importante recordar que, nos Estados Unidos, o futebol feminino ocupa o lugar de destaque, ao contrário do que acontece em muitos outros países.
Enquanto o futebol masculino norte-americano ainda luta por protagonismo, a seleção feminina é motivo de orgulho nacional, sendo campeã mundial múltiplas vezes e referência internacional em desempenho e profissionalismo.
A escolha de Rodman por permanecer na NWSL, apesar do interesse de clubes europeus, demonstra confiança no crescimento da liga e no investimento contínuo no futebol feminino nos EUA.
Ao mesmo tempo, o seu contrato mostra que é possível criar oportunidades sustentáveis e competitivas para as mulheres no desporto.
Este contrato de trabalho representa mais do que um elevado salário a ser pago para uma atleta do feminino, é sim um sinal claro de mudança, onde as esportistas estão sendo vistas como fonte de receitas aos clubes, pois o valor do salário de qualquer atleta guarda relação com o que ela traz de lucro para o clube, seja esportivamente (obtendo classificações e títulos) seja financeiramente (com novos patrocinadores, premiações ou ainda pela venda de ingressos) e inspiração para as próximas gerações de atletas, que sabem que podem viver do futebol feminino e não apenas sobreviver.