A história de uma mãe e uma filha grávidas do mesmo homem chocou a internet. Para muitos, virou piada; para outros, um exemplo da perda de referências que marca parte da sociedade de hoje.
É claro que vivemos tempos de liberdade sexual, e cada adulto tem o direito de fazer suas escolhas. Mas quando essas escolhas atravessam os laços mais íntimos da família, como no caso de mãe e filha compartilhando o mesmo parceiro, não dá para simplesmente tratar como se fosse normal. Há limites que, quando ultrapassados, não apenas ferem a ética das relações, mas também corroem valores que sustentam a convivência em sociedade.
A polêmica não está apenas na gravidez em si, mas no que ela simboliza: a fragilidade de vínculos que deveriam ser protegidos. Desejo e paixão podem ser intensos, mas não podem justificar tudo. Quando o afeto se transforma em competição dentro da própria casa, o que está em jogo não é só a vida íntima de três pessoas, mas a noção de respeito que deveria existir entre mãe e filha.
A coluna Sem Vergonha gosta de abordar o sexo com leveza, mas também com responsabilidade. E nesse caso, é difícil não enxergar um sinal preocupante: a liberdade que deveria ampliar horizontes acaba sendo usada para diluir fronteiras essenciais. Nem toda transgressão merece aplauso.