Álcool é broxante? (nem sempre, mas pode atrapalhar o rolê)
06/06/2026

Vamos combinar: uma taça de vinho ou aquele drink no começo da noite pode ajudar a desinibir, soltar a língua (e os beijos) e criar um clima gostoso. Mas quando o assunto é desempenho lá embaixo, o álcool tem uma relação… complicada.

A verdade é que o álcool é um depressor do sistema nervoso central. Ou seja: ele acalma, relaxa, tira a ansiedade — mas também diminui os reflexos, a sensibilidade e, sim, a capacidade de ter ou manter uma ereção. E não para por aí: ele ainda pode atrapalhar a lubrificação natural (tanto em corpos com pênis quanto com vulva) e até a intensidade do orgasmo.

Agora, calma. Isso não significa que todo mundo que beber vai broxar. Depende da quantidade, do organismo, do momento, do cansaço, da hidratação… É uma receita com muitas variáveis. Um ou dois drinks podem até passar despercebidos. O problema mora no exagero — a famosa “boa noite, Cinderela” que vira um pesadelo para a ereção.

Outro ponto importante: o efeito psicológico. Se a pessoa já fica ansiosa com a performance e ainda bebe demais “para relaxar”, aí a cabeça de cima sabota a de baixo. Resultado: um ciclo difícil de quebrar.

Então, a dica da coluna é: se a ideia é transar com prazer e sem sustos, vale mais um clima cuidadoso do que o excesso de álcool. Um brinde consciente, hidratação no meio do caminho e, principalmente, lembrar que sexo bom não depende só de ereção — tem beijo, mão, brinquedo, carinho, risada. E se o amiguinho resolver tirar uma soneca mesmo assim? Sem pânico. Acontece. É só virar o jogo e continuar a brincadeira de outro jeito.

Afinal, ninguém é uma máquina — e tá tudo bem.

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Sem Vergonha
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Essa não é uma coluna pornográfica – longe disso. O casal João e Maria vai falar falar sobre sexo com respeito, leveza e sem rodeios, abordando os temas que fazem parte da vida de todas as pessoas, casais, homens e mulheres. Escreva pra nós: redacao@onorteonline.com