Sabe aquela pergunta que todo mundo faz, mas ninguém tem coragem de perguntar em voz alta? Chegou a hora de resolver isso de uma vez: sexo na gravidez é permitido? A resposta curta é: sim, com toda a força!
Se a sua gravidez está transcorrendo sem intercorrências, não há nenhuma razão médica para você pendurar a placa de “fechado para obras” por nove meses. Pelo contrário, o sexo pode ser uma forma maravilhosa de manter a intimidade e o diálogo com o parceiro (ou parceira) num momento de tantas mudanças. O medo mais comum é de machucar o bebê, mas pode ficar tranquila: ele está super bem protegido dentro do útero, no meio do líquido amniótico. A natureza é sábia!
Mas por que tanta dúvida?
A culpa é dos mitos. Ouvimos que sexo causa aborto ou parto prematuro, mas a ciência já desmentiu isso. Os abortos espontâneos geralmente têm outras causas, e não o sexo. Nos últimos meses, o orgasmo e o sêmen podem até ajudar a preparar o corpo para o parto, mas não são um gatilho automático.
Outro ponto: a libido. Ela vai e volta como um carrossel. No primeiro trimestre, o cansaço e os enjôos costumam dar uma esfriada no clima. No segundo, com a barriga mais estabelecida e os hormônios a mil, o fogo pode subir. Já no terceiro, a barriga grande e a ansiedade podem pedir um ritmo mais calmo.
Os cuidados essenciais
A liberdade é grande, mas não é uma terra sem lei. Existem algumas situações em que o sinal é vermelho. Evite a penetração se tiver sangramento de causa desconhecida, perda de líquido amniótico, histórico de parto prematuro, ou um problema chamado placenta prévia (quando a placenta está mal posicionada). Nesses casos, o que vale é a orientação do seu obstetra.
Ah, e um aviso importante: use camisinha! Estar grávida não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, que podem ser perigosas para você e para o bebê. A camisinha é uma questão de saúde, não só de contracepção.
O mais importante é que o sexo na gravidez pode ser um ato de amor, cumplicidade e autoconhecimento. É sobre se adaptar, encontrar posições confortáveis e, acima de tudo, conversar. O diálogo com o parceiro e a confiança no seu médico são os melhores guias nessa jornada.