Sexo depois dos 60: quem disse que tem prazo de validade?
15/09/2025

Angela Dippe acreditava que o desejo tinha data de vencimento. Ao se separar aos 50, jurou que “ia aproveitar enquanto ainda tinha lenha para queimar”, porque imaginava que aos 60 já estaria aposentada sexualmente. Hoje, aos 63, com um novo relacionamento e uma vida íntima ativa, ela reconhece: estava redondamente enganada. “Para mim, sexo sempre foi e, para minha surpresa, ainda continua sendo muito importante.”

Esse depoimento derruba um dos maiores tabus sobre a sexualidade feminina: a ideia de que prazer, tesão e sedução são exclusividades da juventude. A atriz, que recentemente brilhou no teatro com a comédia Da Puberdade à Menopausa, mostra que desejo não se mede pelo RG.

Na ficção, essa revolução também está em cena. Em 1988, quando Beatriz Segall interpretou Odete Roitman em Vale Tudo, a sexualidade da personagem soava suspeita e até incômoda. Quase quatro décadas depois, Debora Bloch revive a vilã na nova versão da novela e a coloca em outro patamar: uma mulher rica, poderosa e — sem vergonha nenhuma — amante de um rapaz mais jovem, vivido por Cauã Reymond.

“Ela não está nem aí, vai em busca do próprio prazer. Esse tipo de mulher liberada é um ótimo estímulo para quem ainda está travada”, comenta Regina Racco, especialista em pompoarismo.

Mais do que cenas quentes, a nova Odete simboliza uma mudança cultural: mulheres acima dos 60 não apenas podem, como querem e fazem sexo — muitas vezes melhor do que antes. O corpo pode até mudar, mas o desejo não pede aposentadoria.

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Sem Vergonha
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Essa não é uma coluna pornográfica – longe disso. O casal João e Maria vai falar falar sobre sexo com respeito, leveza e sem rodeios, abordando os temas que fazem parte da vida de todas as pessoas, casais, homens e mulheres. Escreva pra nós: redacao@onorteonline.com