Conheci Rui Poetta pelos caminhos da poesia, mas ele me apresentou muito mais que versos. Pegou-me pela mão e me levou até o coração pulsante do Ilê Aiyê, onde o tambor não marca apenas o compasso da música, mas também o ritmo da resistência.
Foi ele quem abriu as porteiras da cultura afro para este sertanejo de Princesa. Mostrou-me que cada canto carrega uma memória, que cada batuque conta uma história e que o Carnaval pode ser também uma aula de dignidade e luta.
Agora me acolhe no Quilombo Virtual, território sem cercas nem correntes, onde a palavra é tambor, a memória é semente e a amizade é ponte.
Rui não me ensinou apenas caminhos. Ensinou-me a enxergar. E quem aprende a ouvir os tambores da ancestralidade nunca mais caminha sozinho. No Quilombo Virtual, sigo poeta, aprendiz e irmão.
