Spoiler: não é uma competição, e todo mundo perde quando a gente insiste nesse mito.
A ideia de que homem pensa em sexo a cada 7 segundos (spoiler: é mentira, isso daria mais de 8 mil pensamentos por dia, e ninguém tem tempo nem pra isso) enquanto mulher só lembra que sexo existe quando vê uma embalagem de camisinha no supermercado é, digamos, cansativa.
Estudos sérios mostram que homens tendem a relatar pensamentos sexuais com mais frequência sim — mas a diferença é bem menor que o imaginário popular. E, mais importante: o que a gente relata não é a mesma coisa que o que a gente sente.
Mulheres foram educadas por séculos a não falar, não demonstrar, não admitir. Dizer que pensa em sexo “demais” ainda rende rótulos feios. Então será que elas pensam menos ou simplesmente aprenderam que não devem contar?
Fora que “pensar em sexo” é vago demais. É fantasia? É desejo? É preocupação com desempenho? É lembrança de uma transa boa? É planejamento logístico pra conseguir um momento sozinho com a pessoa amada enquanto o filho não chora?
No fim, a pergunta certa não é quem pensa mais. É: por que ainda medimos desejo como se fosse placar de futebol?
A gente pensa no que a gente valoriza, no que nos falta, no que nos dá prazer, no que nos foi ensinado a buscar. E isso varia muito mais de pessoa pra pessoa do que de gênero pra gênero.
Então, queridx leitorx: para de tentar vencer uma disputa que nem existe. Transa. Pensa. Fala. E, por favor, para de cronometrar os pensamentos alheios. Tá todo mundo cansado. 💬