Quando a masturbação criou um rio (literalmente)
19/04/2026

Você já parou para pensar no poder que os antigos egípcios atribuíam ao prazer solitário? Pois é. Lá por volta de 2600 a.C., eles tinham um mito de criação que faria qualquer um levantar a sobrancelha — e depois dar risada.

Segundo a história, Atum, o deus-sol, estava sozinho no começo dos tempos. Sem parceiro, sem barro, sem ovo cósmico. Só ele e o caos primordial. O que ele fez? Recorreu ao recurso mais antigo do mundo: usou a própria mão. Acredite: ele se masturbou na água, e sua ejaculação deu origem ao rio Nilo.

Sim, o rio que irrigou uma das civilizações mais impressionantes da história, que trouxe fertilidade ao deserto e permitiu o florescimento do Egito, teria nascido de um ato tão humano — e muitas vezes tão tabu — quanto a masturbação.

Os egípcios não tinham vergonha de contar essa história. Pelo contrário, eles a viam como sagrada. Atum, em alguns papiros, é chamado de “o Grande Heka” (a força mágica do esperma), e o ato solitário era visto como criativo, poderoso, gerador de vida. Nada de piadas constrangedoras ou olhares de reprovação.

O que esse mito nos ensina, mais de quatro mil anos depois? Que o prazer sozinho nunca foi “coisa de quem não tem nada melhor para fazer”. Ele é força vital. Criatividade. Autoconhecimento. E, claro, pode ser também muito gostoso.

Então, da próxima vez que alguém tentar te fazer sentir vergonha por explorar o próprio corpo, lembre: sem a mão de Atum, os egípcios estariam até hoje com sede no deserto.

Com ou sem rio, que seu prazer seja tão fértil quanto o Nilo. 

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Sem Vergonha
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Essa não é uma coluna pornográfica – longe disso. O casal João e Maria vai falar falar sobre sexo com respeito, leveza e sem rodeios, abordando os temas que fazem parte da vida de todas as pessoas, casais, homens e mulheres. Escreva pra nós: redacao@onorteonline.com